In Evangelho do dia

Chegaram-se então a Jesus alguns Fariseus e Escribas, vindos de Jerusalém, e disseram-Lhe: 2Porque é que os Teus discípulos transgridem a tradição dos antigos, pois não lavam as mãos, quando comem? 

 

10E, chamando o povo, disse-lhe: ouvi e entendei: 11Não é o que entra pela boca que torna o homem impuro; mas o que sai da boca, isso é que torna o homem impuro. 12 Então aproximaram-se os discípulos e disseram-Lhe: Sabes que os Fariseus ficaram escandalizados, ao ouvirem aquelas palavras? 13Ele respondeu-lhes: Toda a planta que Meu Pai celeste não plantou será arrancada. l4Deixai-os! São cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guia outro cego, ambos irão cair nalgum barranco.


Comentário

  1. «Comer pão»: Expressão semita que equivale simplesmente a comer, tomar alimento.

10-20. Nosso Senhor proclama o verdadeiro sentido dos preceitos morais e da responsabilidade do homem diante de Deus. O erro dos escribas consistia em colocar a atenção exclusivamente no externo e abandonar a pureza interior ou do coração. Por exemplo, aos seus olhos a oração consistia antes na recitação exacta de uma fórmula, de umas palavras, que na elevação da alma a Deus (cfr Mt 6,5-6). Outro tanto sucedia com os alimentos.

A propósito destes casos concretos que relata o passo evangélico, Jesus ensina-nos onde está o verdadeiro centro da vida moral: na decisão do homem, boa ou má, que se forja no coração e que se manifesta a seguir na acção externa. Assim, por exemplo, os pecados que o Senhor designa, antes que na acção externa, foram cometidos já no interior do homem. Jesus tinha dito no Sermão da Montanha: «Todo aquele que olhar uma mulher para a cobiçar, já com ela cometeu adultério em seu coração» (Mt 5,28).

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