Vida universitária iluminada pela alegria

Por José Fernando Cedeño de Barros
José Fernando é hoje um profissional na área de Direito, surpreso pelo destaque dado por alguns veículos da mídia “às supostas experiências negativas, sobretudo de universitários” que estiveram em contato com a Obra, decidiu escrever seu relato, contando-nos um pouco de seu tempo na Universidade, quando conheceu o Opus Dei.

Venho acompanhando com interesse a crescente atenção que a mídia vem dando aos “depoimentos” de pessoas que tiveram contato com o Opus Dei; notei o destaque que foi dado no que se refere às supostas experiências negativas, sobretudo de universitários.

Encaminho, portanto meu relato sobre a minha experiência junto à Obra:

Meu primeiro contato com a Obra ocorreu em 1986, quando cursava o último ano de Direito na Universidade Mackenzie, através de um colega de turma. Sempre fui muito bem acolhido, nas tertúlias, nas viagens e nos grupos de estudos e de orações.

Posso testemunhar que jamais aprendi alguma coisa errada. Ao contrário, tive excelentes experiências, que redundaram em resultados positivos na minha vida pessoal, no meu trabalho e no desenvolvimento de minha carreira acadêmica.

É evidente que toda a atividade humana que tende à elevação moral consiste em uma experiência árdua, porque há oposição: o homem está em luta permanente com as feridas de sua natureza, causadas pelo pecado. Daí o heroísmo e até mesmo a santidade daqueles que, no cotidiano, conseguem superar as fraquezas terrenas e, com alegria, aspirar e conquistar a vitória sobre a corrupção. Nem todos o conseguem e nem por isso acho justo imputar a derrota à Obra. Ao contrário, como disse, não fora os sacerdotes e os amigos, durante minha vida universitária, estaria talvez muito pior.

Tive a oportunidade de auxiliar a Obra financeiramente, da maneira como quis e como pude. Nunca sofri pressão alguma. Jamais me solicitaram alguma coisa que não estivesse ao meu alcance e o que fiz de errado em minha vida foi por minha exclusiva culpa.

Deixo, portanto, o meu depoimento positivo, no sentido de que minha vida universitária, ao contrário do que li em outros relatos aos quais tive acesso na Internet, foi iluminada pela alegria e pelo desejo de aperfeiçoamento, graças à continuidade do trabalho de São Josemaria Escrivá, a quem recorri muitas vezes. O bom humor de Monsenhor Escrivá, certamente, me acompanhou quando orava, pedindo sucesso “naquelas provas chatas”.

Atenciosamente,

José Fernando Cedeño de Barros
Advogado pela Universidade Mackenzie; Mestre em Direito Processual pela Faculdade de Direito da Universidade
de São Paulo (USP); Ex-bolsista da CAPES-COFECUB na Faculdade de Direito e de Ciências Econômicas da
Université Montpellier I (França – 1999-2000); Professor nos cursos de graduação e pós-graduação da Fundação
Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) e Fundaçao Armando Álvares Penteado (FAAP).