Uma carta da parte do Papa João Paulo II

(relato enviado pela Danielle Marangon Jung)

Eu tinha cerca de 16 anos e frequentava um Centro Cultural do Opus Dei há alguns meses. Como antes de conhecer a Obra eu não era uma “católica praticante”, costumava fazer muitas perguntas para conhecer melhor as coisas de Deus e da sua Igreja. Uma das minhas perguntas foi:

– São Josemaria disse “Para mim, depois da Trindade Beatíssima e da nossa Mãe a Virgem, vem logo o Papa, na hierarquia do amor”*. Eu entendo o amor a Jesus e a Nossa Senhora, mas… amor ao Papa? Como posso amar alguém que eu nem conheço?

Então, minha amiga Cris, que é da Obra, explicou-me que o Papa é o pai desta grande família que é a Igreja, e contou-me várias coisas sobre João Paulo II, o Papa naquela ocasião. Por fim, ela me sugeriu que eu escrevesse ao Papa, dizendo que ele lia todas as cartas, que talvez ele não respondesse, mas que com certeza rezaria por mim.

Pouco tempo depois, eu escrevi mesmo ao Papa João Paulo II. Contei para ele que estava frequentando um Centro Cultural do Opus Dei, onde aprendia muitas coisas boas, e que estava lendo o Catecismo da Igreja Católica com meu pai (líamos um pouco todos os dias, durante 10 a 15 min – demorou meses, mas terminamos!). Também pedi ao Papa que rezasse pela Fernanda, uma amiga do colégio que iria fazer um retiro promovido pela Obra (alguns anos depois, a Fernanda casou, teve filhos e tornou-se membro do Opus Dei – somos amigas até hoje). Por fim, comentei na carta o que tinha aprendido sobre o amor ao Papa, dizendo que, desde então, eu rezava diariamente e oferecia algum pequeno sacrifício pela pessoa e intenções do Romano Pontífice.

A carta foi enviada e eu até já tinha me esquecido dela quando, meses depois, recebi um envelope branco pelo correio. Era a resposta da parte de João Paulo II, que pensei em compartilhar com vocês por ocasião da canonização deste santo Papa (veja imagem abaixo).

* em Questões Atuais do Cristianismo, ponto 46.