Um costume que nos enriquece: visitar os pobres

Por Alessandra Peres
Alessandra adquiriu o costume de visitar os pobres no Opus Dei, pois esta é uma forma de viver a caridade, uma “obra de misericórdia” incentivada pela Igreja. Agora relato-nos, com especial emoção, a visita que fez na época de Natal a uma mãe e seu filho, de quase dois anos, que sofre de paralisia cerebral: “Ali, naquela criança tão frágil e sofrida, mas muito amada pela mãe, via Jesus”.

Sou supernumerária e cuido de um Clube familiar que acontece na minha casa aos sábados.

Através da Obra – essa mãe maravilhosa – tenho aprendido a viver e passar para as meninas que freqüentam o Clube – entre elas a minha filha – várias virtudes, sobretudo a caridade: virtude maior nas palavras de São Paulo e pela qual seremos conhecidos como discípulos de Cristo.

Aprendi na Obra também a concretizar aspectos da vida espiritual e para concretizar a virtude da caridade, nos finais de ano, visitamos famílias carentes para as quais levamos alimentos e guloseimas natalinas.

Esse ano pudemos experimentar a alegria de visitar uma família que nos tocou bastante: uma mãe de uma criança de 1 ano e 10 meses que sofre de paralisia cerebral. Ao entrarmos na casa, nos chamou atenção a carência de tudo – roupa de cama, móveis na sala, brinquedos para as crianças. Em compensação, fomos presenteadas com a alegria dessa mãe que sem um diploma universitário explicava empolgada e com um brilho no olhar como ela cuidava de seu bebê, que sofreu uma traqueostomia e se alimentava por sonda. A cada momento, ela passava a mão no rosto da criança e falava palavras doces para aquele que exteriormente não expressava nenhuma reação, mas que com certeza é muito feliz de ter uma mãe que o ama tanto e de forma tão natural.

Olhando a cena, e especialmente pela época, me lembrei de Nossa Senhora, e do Menino. Ali, naquela criança tão frágil e sofrida, mas muito amada pela mãe, via Jesus.

Deixei a casa com um sentimento especial por aquela família e pela Obra. Ali, eu pude me sentir um personagem a mais na cena do presépio. Éramos como os pastores levando alguma coisa para o Menino e saímos tão cheias de paz e agradecimento. Naquele momento, através da visita aos pobres (uma obra de misericórdia que aprendi a viver no Opus Dei), senti a presença de Jesus naquela criança e de Maria na sua mãe e pude confirmar a palavra do Mestre que fala que o que fizermos a um desses pequeninos, é a Ele que estamos fazendo. Obrigada a Obra por ter me ensinado isso. Feliz 2007 para todos e que cada cristão possa experimentar a alegria de fazer uma visita aos pobres.

Alessandra Peres