In milagres
Por José Fernando Cedeño de Barros
José Fernando, professor pós-universitário, pensava que este seria o pior curso que ministrara, porque notava por parte dos alunos certa agressividade. Continuou lecionando como sempre, aceitou e ofereceu a Deus tal situação, pediu a intercessão de São Josemaria… e qual não foi a sua surpresa ao final !

É sempre com renovada alegria que me dirijo aos senhores e reafirmo que o trabalho de divulgação do Opus Alegria certamente dá paz e muito ânimo a todos que têm acesso às páginas deste site tão bem elaborado.

Monsenhor Escrivá edificou o Opus Dei sobre a rocha do trabalho e da exortação à santificação no trabalho.

O trabalho pressupõe ordem, disciplina e, sobretudo, muita paciência. Se ocupamos posições de mando, tem que haver muita serenidade no exercício das atividades de controle de subordinados; se exercemos posições subalternas, a humildade, a abnegação e o recolhimento são essenciais para o bom êxito de nossos trabalhos.

A Venerável Madre Maria Theodora Voiron, fundadora do célebre Colégio do Patrocínio, em Itu (SP), destinado à educação das jovens paulistas, dizia que “Deus semeia de pequenas cruzes o caminho quotidiano daqueles que Ele ama”. Frase verdadeira, sobretudo para aqueles que trabalham.

Na condição de professor pós-universitário desfruto de muitas alegrias, mas de tristezas também, tendo em vista a decadência moral, intelectual e econômica de nossa sociedade e, sobretudo, da juventude.

Há alguns meses, depois da primeira aula para um novo grupo de pós-graduandos, um grande desânimo me abateu, pois senti uma certa agressividade por parte dos alunos, uma impressão ruim, talvez imaginária.

Ofereci aquela ruim sensação pelas Almas do Purgatório e meus parentes falecidos, e continuei lecionando como sempre.

Durante todo o curso – dois meses e meio – a má sensação nunca me abandonou, mas também não deixei de orar e de oferecer os percalços àqueles que também sofriam moralmente.

No final do curso, para minha surpresa, recebi uma mensagem eletrônica (e-mail) por parte da Coordenadoria e da Diretoria da instituição onde leciono, comunicando que os alunos haviam apreciado sobremaneira o meu curso. Curioso é que, no meu íntimo, sentia que havia sido o pior de todos os que eu ministrara. Entendo, todavia, que como aceitei com resignação a péssima sensação no curso de meu trabalho e orei constantemente para Monsenhor Escrivá, que a Providência soube, de maneira secreta, insuflar alegria e ânimo em meus alunos e fazê-los ver que o professor contribuíra para tanto.

Este é o meu simples testemunho e espero que possa ser útil para todos aqueles que trabalham.

Atenciosamente,

José Fernando Cedeño de Barros
Advogado pela Universidade Mackenzie
Mestre em Direito pela USP

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