In obrigado, Opus Dei
Por Fábio Alexandre Salemme Lellis
Fábio diz que precisa do Opus Dei porque vê na Obra um meio para aproximar-se de Deus. Antes não queria saber disso, mas como ele mesmo explica “Deus chama as pessoas e cada um de nós tem a sua hora”. Em seu relato entendemos os motivos desta mudança de idéia.

Como conheci e como o Opus Dei faz parte da minha vida:

Meu nome é Fábio Lellis. Tenho 42 anos. Casado há 13 anos, tenho uma filha de 10, chamada Maria Beatriz. Sempre fui criado pelos meus pais para ir à missa todos os domingos. Em 1983, conheci, no colégio onde estudava, um rapaz de minha idade, chamado Alvaro Siviero. Nós dois gostávamos de música. Nós dois tínhamos fé em Deus, mas o Alvaro ia mais além, mais fundo. Já conhecia o Opus Dei, através de seu pai, e freqüentemente me convidava para participar das atividades quotidianas da Obra. Lá ia estudar e via trabalho, estudo e muito, muito, espírito cristão. Mesmo assim, dizia ao Alvaro: “Olha, Alvaro, eu já tenho minha forma de lidar com a religião e ela me basta: vou à missa todos os domingos. Não vou mais, não quero saber de mais nada com o Opus Dei”. No fundo, no fundo, não queria aceitar compromissos. É mais fácil não amar do que amar, pois isto exige compromisso e o mundo em que vivemos, se não tocados por Deus, não quer saber de compromisso.

Mas Deus chama as pessoas e cada um de nós tem a sua hora.

Em 1996, meu pai, que não conhecia muito o Opus Dei, me ligou um dia e disse que havia marcado uma direção espiritual com um padre da Obra. Reclamei com ele: “Como você marca um compromisso para mim, sem me consultar? Não vou, não quero, não vou”. Certamente tocado por Deus, ele me falou com muita doçura (não é seu feitio): “Vai filho. Vai ajudar o padre. Ele está precisando de você”. Fui e no que comecei a conversar, o sacerdote falou-me coisas e de um jeito, que já acabou com minha resistência. E olha que eu questionei muito. Comecei a chorar. Fiquei em paz. Pois bem, estou até hoje freqüentando o Opus Dei, experimentando as “ferramentas” cristãs que são colocadas à disposição para as pessoas que, no meio de um mundo materialista, hedonista, individualista, cada vez mais infeliz, se dispõem a ouvir e tentar praticar o que Deus nos fala.

Leio artigos e livros de espiritualidade cristã 5 minutos, 10 minutos ao dia, faço retiros anuais, assisto às palestras mensais, e tantas outras coisas mais. Não é possível ter intimidade com alguém sem que se fale diariamente, um pouco que seja com esse alguém. Pelas minhas limitações de temperamento, limitações de enxergar melhor as coisas, sei que procuro Deus na minha vida, de várias formas. O Opus Dei é uma delas, porque é extremamente atuante. E isto incomoda. Por isto tantas críticas. Não vejo o Opus Dei como uma poderosa organização católica. Vejo o Opus Dei como um meio de me aproximar de Deus. Sinto falta disso. Preciso disso. Preciso de Deus, preciso das leituras e da orientação espiritual de Deus, que me vêm através do Opus Dei. Posso confessar que no passado, não fazia a menor questão de freqüentar o Opus Dei, mas Deus é tão bom, tão misericordioso, que hoje posso dizer de público, como aqui estou fazendo, que respeito, que admiro, que preciso do Opus Dei na minha ânsia de pertencer cada vez mais a Deus, de melhorar como pessoa, de tentar viver já aqui na terra, um pouco do céu que existe e para onde almejo ir.

Como um sacerdote da Obra disse, nossa vida é como o caminho de volta daquele filho pródigo que volta ao Pai e que quis sua parte da herança pra viver a sua vida, curti-la ao máximo e que depois se arrependeu e voltou ao Pai, porque viu que muitas coisas más se nos apresentam como boas e muitas coisas boas se nos apresentam como más.

Recusei, rejeitei o Opus Dei no passado e hoje, preciso dele, de Deus. Ninguém me chamou a não ser Deus. É minha pobre convicção e certeza.

Mas posso garantir a todos que sou extremamente feliz por poder ter a disponibilidade de ouvir e aceitar a palavra de Deus, que me chega, por graça Dele, através, não só do Opus Dei, mas principalmente dessa Obra de Deus. No fundo, é a mesma coisa. O Opus Dei é obra de Deus.

Não podia deixar de me abrir e dar meu testemunho. Rejeitei e, hoje, preciso do Opus Dei. Ele faz parte da minha vida no dia a dia, e mais do que ele, Deus.

Um abraço a todos. Obrigado,

Fábio Alexandre Salemme Lellis

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