Problemas no ambiente de trabalho?

Por Equipe de Opus Alegria
Como Isidoro Zorzano, engenheiro, atuava em seu ambiente de trabalho. A perseguição por parte de seu chefe nos Caminhos de Ferro e a mudança de seção que coloca Isidoro como chefe de centenas de trabalhadores. Isidoro Zorzano pediu admissão no Opus Dei em 1930, morreu com fama de santidade em 15 de julho de 1943 e teve sua Causa de canonização iniciada em Madri em 1948.

No livro Caminho, no ponto 190, São Josemaría se refere a Isidoro: “Fazia o Senhor dizer a uma alma que tinha um superior imediato iracundo e grosseiro: Obrigado, meu Deus, por este tesouro verdadeiramente divino; porque, quando encontrarei um outro que a cada amabilidade, me corresponde com um par de coices?”

Sim, Isidoro, como muitas pessoas também hoje, tinha problemas com seu chefe. Quando trabalhava como engenheiro nos Caminhos de Ferro, o chefe não perdia ocasião de berrar com ele e de humilhá-lo. Só mesmo com sentido sobrenatural Isidoro conseguia contornar a situação. Ao pensar que ninguém estava olhando, chegava a fazer com devoção o sinal da cruz antes de entrar no gabinete do seu superior. Tal chefe se opôs à promoção de Isidoro, argumentando: “Que espécie de engenheiro é este, que vai à Missa todos os dias!”. (Entenda-se que na época que antecedeu a guerra civil espanhola o ambiente era pouco receptivo aos católicos).

A situação era difícil e delicada, Isidoro, porém, sempre lutou não só para não desrespeitar seu superior como para portar-se com ele de modo virtuoso, cristão. Seus esforços foram compensados quando se mudou para a seção de locomotivas e vagões de alimentação das Oficinas Gerais dos Caminhos de Ferro. Ali, Isidoro, recebeu sob sua chefia centenas de homens.

Como chefe, Isidoro logo granjeou o respeito de seus subordinados pela sua competência profissional e pelo modo com que tratava a todos:

– sabia ouvir os capatazes e os contramestres antes de tomar uma decisão

– mudava de opinião quando preciso

– não hesitava em colocar a mão na massa

– cumprimentava a todos com um amigável aperto de mãos

– estava a par das preocupações de cada um

– exigia que o trabalho fosse bem acabado e não deixava de repreender quando necessário, fazendo-o sempre sem ferir

Em pouco tempo, era admirado por todos, até pelos comunistas, que defendiam idéias contrárias à fé católica; estes só podiam fazer-lhe uma crítica:

“- Pena é que seja um pouco cavernícola!”, isto é, que seja católico.

A Isidoro, entretanto, não importavam os comentários sobre a sua pessoa, fossem eles favoráveis ou desfavoráveis. Ele não dava demasiada importância a si mesmo, fazia tudo com os olhos postos em Deus, procurando santificar a vida cotidiana e o trabalho profissional de acordo com o espírito da Obra, que ia aprendendo diretamente do Fundador, São Josemaría.

(Bibliografia utilizada: “Izidoro Zorzano”, de José Miguel Pero-Sanz, Editora Rei dos Livros, 1995)