Não troco por nada os anos que passei como membro da Obra!

Por Marcelo Andrade
Marcelo agradece todo o apoio que recebeu dos diretores da Obra e nos conta de que maneira os seus anos vividos como membro do Opus Dei valeram a pena. Principalmente porque as lições que recebeu sobre as virtudes, sobre a santidade, não foram algo teórico; ele viu estas lições “encarnadas em pessoas do Opus Dei”, que se empenham em alcançar a santidade no cumprimento dos seus deveres cotidianos. Hoje, sendo cooperador da Obra, procura fazer “render os talentos” que recebeu em todos esse tempo.

Fui membro numerário do Opus Dei por quase 20 anos. Saí da Obra por não conseguir resolver minhas dúvidas sobre se esse era mesmo o meu caminho espiritual nessa vida, se era a minha vocação. Deixar de ser membro de uma instituição como o Opus Dei é sempre uma decisão difícil, por muitas razões: a seriedade do assunto, o receio de tomar a decisão errada, a preocupação de não dar mau exemplo…

Agradeço muitíssimo o apoio que recebi dos diretores da Obra nesses anos todos, a compreensão, o carinho, a oração. Quando manifestei pela primeira vez minhas dúvidas e titubeios, os diretores da Obra que me atenderam me ajudaram a pensar muito bem no assunto. Se, pelo contrário, me tivessem dito: “Ok, você quer ir embora hoje ou prefere amanhã?”, o Opus Dei não seria uma instituição católica séria nem respeitaria aqueles que, como eu e como tantos e tantas, entraram nessa Obra com a intenção de seguir esse caminho divino por toda a vida. O que se diria de um marido ou de uma mulher que dissesse ao outro, titubeante em relação ao casamento: “Quer ir embora hoje ou prefere amanhã?”.

Na verdade, o que tenho a agradecer ao Opus Dei não tem tamanho. O que aprendi de bom na vida, aprendi sobretudo na minha família e no Opus Dei (que é minha família também, da qual agora, como cooperador, sou parente próximo). A Obra é um lugar onde se aprende ouvindo e, mais ainda, vendo o exemplo de luta pela santidade de tanta gente, que eu admiro até não poder mais. Sei o que é generosidade, desprendimento, alegria, espírito de serviço, humildade, zelo apostólico etc etc. Sei que viver o catolicismo em plenitude no meio do mundo é possível e vale a pena! Sei disso, acima de tudo, porque vi essas virtudes encarnadas em pessoas do Opus Dei com quem convivi.

Se valeu a pena? Não troco por nada os anos que passei como membro da Obra! (Mesmo do ponto de vista estritamente humano foi bom: é gostoso demais conviver com pessoas educadas, cultas, alegres, atenciosas, que se esforçam por serem santas!) Espero ser capaz de fazer render os talentos (absolutamente imerecidos – assim são os dons!) que Deus me deu nesses anos todos.

Marcelo Andrade