Meu irmão é numerário, graças a Deus

Por Rita de Cássia Cruz Neiva de Lima
Rita de Cássia tem um irmão numerário do Opus Dei e com esta recente “campanha contra a Obra” já teve de responder a diversos questionamentos sobre o irmão e sobre o Opus Dei. Reconhece que nem sempre tem paciência para responder serenamente, contudo podemos notar, pelo que nos escreve, que tem grande carinho por sua família e também pelas pessoas da Obra.

Sou funcionária pública, trabalho na Delegacia Regional do Trabalho. Vivo com minha mãe e minha filha e meu único irmão é numerário do Opus Dei. Minha mãe é idosa e requer uma série de cuidados médicos, exames etc. Todos no meu trabalho acabam sabendo disso pelos freqüentes telefonemas.

Certa vez estava procurando um especialista por telefone quando uma colega de trabalho me questionou pela ausência e descaso do meu irmão, completando que isto ocorria por ser ele do Opus Dei, que é uma máfia e com certeza o afasta da família. Este tipo de colocação já havia recebido de outras pessoas e nem sempre tenho paciência de responder serenamente. Desta vez, decidi falar de forma mais tranqüila a esta colega:

– O problema é contra o Opus Dei ou contra meu irmão? Se o problema é contra meu irmão você está muito enganada, pois ele me ajuda financeiramente, ele me envia mais dinheiro do que eu recebo do trabalho, conversamos semanalmente por telefone e durante a semana muitas vezes por e-mail. Você quer que ele largue o emprego dele e venha desempregado para cá me ajudar?

Já havia comentado em outra conversa que graças a Deus meu irmão é numerário do Opus Dei, se ele fosse casado com uma qualquer, duvido que ajudasse tanto aqui em casa. Ela me disse, então, baseada com certeza em tantos casos reais de filhos casados que abandonam os pais:

– Puxa!, eu gostaria de ter um irmão assim.

Aproveitei para continuar:

– E sobre o Opus Dei… , continuei: diversas pessoas da Obra me ajudaram na procura e contrato de locação de um apartamento. Se fosse depender de parentes estaria em muito maus lençóis.

Esta colega disse, então, o que muitas outras pessoas mal informadas por esta campanha contra a Obra repetem:

– Desculpe, eu não sabia… eu pensava…

E o assunto morre, também porque minha paciência já estava acabando.

Rita de Cássia Cruz Neiva de Lima