José María Casciaro: “Vale a pena”

Reedição do texto publicado no opusdei.org.br
Em 11 de março de 2004, faleceu em Pamplona (Espanha) José María Casciaro, sacerdote desde 1951, doutor em Filosofia e Letras e professor adjunto de Filologia Semítica da Universidade de Madrid. Teve a oportunidade de conviver, em Madrid, com o fundador do Opus Dei durante longas temporadas desde 1939 até 1942. Suas recordações de aqueles anos se cristalizaram em um livro publicado em 1998 cujo título traz o reflexo de sua vida: “Vale a pena”.

José María Casciaro nasceu em Murcia (Espanha) em 1923. Conheceu o Opus Dei através de seu irmão Pedro, que pertencia à Obra desde 1935. Durante a guerra civil espanhola e imediatamente depois, Pedro foi animando seu irmão menor a levar uma vida cristã reta e em abril de 1939, decidiu apresentá-lo a São Josemaría. A partir desse primeiro encontro, José María já começou a pensar na vocação ao Opus Dei. Durante um ano amadureceu esta chamada de Deus e finalmente pediu a admissão no Opus Dei em 1940.

Mudou-se para Madrid para prosseguir seus estudos e foi nessa época em que teve a oportunidade de conviver de perto com São Josemaría e com alguns dos primeiros membros da Obra, como Isidoro Zorzano, Álvaro del Portillo e Juan Jiménez Vargas. Por ser um dos mais jovens, naqueles anos de penúria e dificuldades recebeu mostras especiais de carinho e atenção por parte da “Avó” e “Tia Carmen”, respectivamente mãe e irmã do Fundador do Opus Dei. Foi para elas que dedicou o livro ‘Vale a pena’, “com profundo agradecimento e perene carinho filial”.

Quando o publicou, em 1998, quase cinqüenta anos depois da sua incorporação ao Opus Dei, este era o balanço que fazia da sua vida:

“Em vários lugares da sede central da Prelatura, em Roma, lemos a inscrição ‘Vale a pena’, lema que ouvimos muitas vezes do Fundador da Obra, e que expressa o valor da entrega a Deus, com a meta voltada para a bem-aventurança eterna.

De fato, se voltarmos o olhar para aqueles primeiros anos da chamada divina, e percorrermos igualmente os posteriores, sente-se no mais profundo do ser a verdade dessas palavras. Valia a pena seguir a São Josemaría, porque aquilo era, é, caminhar como que levado pela mão até Nosso Senhor Jesus Cristo. Trata-se de uma aventura, más também de um ‘caminho’ seguro através da terra para o Céu. Depois de mais de meio século, que alegre e reconfortante, mesmo com as próprias misérias, é ter seguido a rota que Deus me mostrou desde a primeira juventude!

De maneira crescente, dia após dia mantive o entusiasmo de ir traçando com outros a aventura maravilhosa de fazer o Opus Dei na terra. Olhando para trás, de fato, faz-se evidente que valeu a pena percorrer tal trajeto. Sim, uma e mil vezes, valeu, VALE A PENA”.

Reedição do texto publicado no opusdei.org.br