In milagres
Por Maria José Brandão de Almeida Prado
Após pedir incessantemente a Dom Álvaro* a cura de sua sobrinha, a sáude de sua mãe e o seu próprio restabelecimento de um problema na coluna, Maria José recebeu “um verdadeiro ‘pacote’ de graças” – começando pelo batismo de suas sobrinhas e a aproximação de sua família a Deus. Até hoje, continua simultaneamente pedindo e agradecendo a D. Álvaro por sua intercessão.

Dia 30 de dezembro de 1995 nasceu prematura de 8 meses, em Ribeirão Preto, SP, uma sobrinha minha e segunda filha de meu irmão. Aparentemente nasceu gozando de boa saúde e teve alta do hospital no dia 31 de dezembro. Nesse dia estive ali para conhecê-la e conversei com minha cunhada sobre o batismo das crianças, confirmando que Patrícia, a primeira filha do casal, ainda não havia recebido esse sacramento, apesar de já ter completado 3 anos de idade. Cecília, minha cunhada, mostrava grande desejo de que as filhas fossem batizadas, mas não sabia como conseguir compaginar os cursos de batismo (dos pais e padrinhos) e o batismo em si com o fato dos padrinhos morarem em São Paulo e eles em Ribeirão Preto.

Algum tempo depois, ao conversar por telefone com minha cunhada, soube que Renata, a recém nascida, tinha uma má formação cardíaca diagnosticada por ela mesma (tanto meu irmão como minha cunhada são médicos) e confirmada por exames especializados de cardiologista: apresentava um forte sopro cardíaco, resultado de comunicação interatrial que necessariamente exigiria uma intervenção cirúrgica caso não se normalizasse espontâneamente. Os pais da criança não comunicaram antes a família para evitar uma atmosfera de preocupação e tristeza com o problema. A partir daquele dia, resolvi pedir a D. Álvaro a cura de Renata. Acrescentei no pedido, ao rezar a estampa, a cura de uma infecção ocular crônica de minha mãe e o meu próprio restabelecimento de um problema crônico de coluna, que há vários anos me acompanha, com períodos normais e algumas recaídas fortes. Há mais de 6 meses estava em fase de crise de dores de coluna, sem melhora objetiva e consistente, com grande desconforto durante o trabalho e também durante o descanso, não encontrando uma posição adequada para o repouso.

Todos os dias encomendava a D. Álvaro essas intenções e certo dia, conversando com minha cunhada por telefone, me ofereci para encontrar uma Igreja em São Paulo para batizar as crianças. Ela concordou e alguns dias depois confirmamos uma data para virem até a Igreja Nossa Senhora dos Pobres que fica em meu bairro, onde seria possível realizar o batismo, com certificados de curso de batismo de Ribeirão Preto (dos pais) e certificados de São Paulo (dos padrinhos). O curso feito pelos padrinhos coincidiu com o segundo aniversário de falecimento de D. Álvaro, 23 de março de 1996. O batismo ocorreu no domingo, 24 de março.

Os pais de Renata observaram uma mudança substancial no seu comportamento a partir do dia anterior ao batismo: mostrava-se especialmente feliz, sorrindo com grande frequência e dando mostras de que os estava reconhecendo e querendo manifestar que se sentia especialmente feliz.

Na semana seguinte (27/03) os pais levaram a criança à médica cardiologista que ao auscultar o coração da menina, observou que o sopro praticamente desaparecera, restando apenas um pequeno sopro localizado. Essa observação foi transmitida à minha irmã por Cecília, minha cunhada, que não sabia que eu estava pedindo a graça da cura da menina. Cecília, que habitualmente não tem grande vivência da religião, estava convencida de que algo mais estava acontecendo e me confidenciou que tinha grande desejo de concretizar o batismo das filhas, pois intuía que uma grande graça seria recebida. Confirmei que ela não só tinha recebido uma grande graça, mas que havia acontecido um verdadeiro “pacote” de graças, começando pela inhabitação da Santíssima Trindade nas almas de Patrícia e Renata, a cura de Renata, a reaproximação da prática religiosa do casal, a unidade e a alegria de toda a família. Isso sem contar, que por volta do dia 23 de março, os olhos de minha mãe deram mostras de que estavam sarando e minha coluna começou a encontrar posturas mais confortáveis, permitindo melhor descanso à noite e um trabalho em ritmo mais normal.

Tudo isso, como sempre, ocorre em um ambiente de normalidade, empregando os meios humanos necessários (médicos especialistas para cada caso, os remédios indicados pelos mesmos e o seguir as prescrições com afinco). Hoje minha mãe já está totalmente curada dos olhos e eu continuo a melhorar com o auxílio da fisioterapia denominada RPG. Estou segura de que ocorreu a intercessão de D. Álvaro em todo esse “pacote” de múltiplas graças e continuo pedindo e agradecendo simultâneamente a D. Álvaro por sua intercessão.

Maria José Brandão de Almeida Prado

São Paulo – SP

* Dom Álvaro del Portillo: primeiro sucessor de São Josemaria no Opus Dei. Todo o seu trabalho de governo se caracterizou pela fidelidade ao Fundador. Está aberta sua causa de canonização.

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