Fui da Obra! Que alegria

Por Márcia Filomena Gonçalves
Márcia foi numerária auxiliar e nos escreve contando como foi positivo este período de sua vida e que ainda mantém contato com algumas pessoas da Obra que lhe são muito queridas. Ao perceber que alguns veículos de comunicação estavam fazendo comentários ofensivos à Obra, colocou-se à disposição para dar o seu depoimento. A ela interessa declarar a verdade, como o faz muito bem, especialmente no final deste relato ao deixar claro que as numerárias auxiliares não estão presas senão às mãos de Jesus Cristo: “E que outras mãos seriam melhores?”

Aos dezesseis anos de idade entrei para o Opus Dei como numerária auxiliar, lá, vivi por pouco mais de três anos.

Amei profundamente a Obra e, somente, decidi sair por acreditar que em alguns pontos eu não conseguia corresponder àquela doce vocação, achei, na verdade, que não tinha vocação.

Minha maior dificuldade foi aprender a viver longe daquele ambiente celestial, e não quero parecer romântica, no sentido literário da palavra, ao dizer que a Obra era o céu na terra, isto o fundador do Opus Dei já dizia (e era de fato).

Mesmo depois tive a alegria de continuar em contato com algumas pessoas que me são muito queridas.

Nesses últimos meses, quando começaram os comentários sobre a Obra na televisão, fiquei indignada com o direcionamento dado pelas emissoras, então entrei em contato com a Rede Bandeirantes e Record, colocando-me à disposição para dar depoimento, que seria o contrário dos apresentados, mas não fui procurada.

Novamente, mandei mensagem e, da mesma maneira, não fui atendida, pois o intuito da mídia era só ofender e confundir, mas não declarar a verdade.

Contudo, acredito que Deus não perde tempo nem oportunidades; do ocorrido o que foi válido? Tudo.

Quem tinha dúvidas pôde conhecer melhor a Obra, por meio de depoimentos como aqueles apresentados na Rede Vida ou em outros programas; além disso, pude reforçar minha gratidão pelos anos lá vividos aos responder aos amigos que vinham me procurar para tirar dúvidas sobre a Obra, ou seja, acredito que muitas pessoas do bem se achegaram.

Por fim, quero lembrar palavras de um ex-numerário, o qual disse que as numerárias auxiliares eram verdadeiras escravas. A ele eu digo: feliz corrente a desta escravidão, pois ela deve mesmo é prendê-las (as auxiliares) às mãos de Jesus. E que outras mãos seriam melhores?

Fui da Obra! Que alegria.

(Se, por falta de oportunidade, eu nunca agradeci a cada um dos membros do Opus Dei que, de alguma forma, estiveram ligados à minha vida, aproveito este espaço do Opus Alegria para fazê-lo: Muito obrigada.)

Márcia Filomena Gonçalves