Foi amor à primeira vista!

Por Lizete Fanchin Queiroz
Lizete, ao ler um trecho do livro “Trabalho ordinário, graça extraordinária”, recorda suas primeiras impressões sobre o Opus Dei.

Trecho do livro “Trabalho ordinário, graça extraordinária: a minha jornada espiritual no Opus Dei ” de Scott Hahn*:

“Mencionei ao meu amigo sacerdote que tinha encontrado uns rapazes que sempre traziam consigo o Novo Testamento e que realmente pareciam conhecê-lo a fundo.
Ele respondeu-me: ‘Ah!, devem ser do Opus Dei’.

Opus Dei: eu conhecia suficiente latim para saber que a expressão significava ‘trabalho de Deus’ ou ‘obra de Deus’. Ao ouvir essas palavras do padre, o Opus Dei tornou-se quase que imediatamente uma luz para mim, um farol que prometia o fim da minha longa viagem, o primeiro vislumbre de uma terra que eu somente conhecia dos livros. Não é que essa terra fosse pequena demais para poder ser captada, nem que o Opus Dei constituísse a sua totalidade, uma vez que a Igreja Católica é muito mais ampla do que qualquer coisa para a qual a minha experiência confessional me havia preparado, e nela existiam (como existem agora) muitas outras instituições e movimentos maravilhosos. Porém, por muitas razões, o Opus Dei era um lugar em que eu podia começar a sentir-me em casa.

Que razões eram essas? Agora me dou conta do que já então começava a vislumbrar:
– A primeira e principal era o evidente amor dos seus membros pela Bíblia.
– A segunda: o seu cálido ecumenismo (como viria a saber depois, o Opus Dei foi a primeira instituição católica a dar as boas-vindas a não-católicos como cooperadores nos seus trabalhos apostólicos).
– A terceira: a retidão de vida dos seus membros.
– A quarta: o caráter ordinário das suas vidas. Não eram teólogos – eram dentistas, engenheiros, jornalistas -, mas viviam e falavam de uma teologia que me pareceu atraente.
– A quinta: devotavam-se a uma santa ambição – uma zelosa ética do trabalho.
– A sexta: eram acolhedores e ouviam com generosa atenção as minhas múltiplas perguntas.
– E a sétima: oravam. Reservavam um tempo diário para uma oração íntima, verdadeira conversa com Deus. Isso dava-lhes uma serenidade que eu raramente tinha encontrado.”

Lendo esse excerto emocionei-me e fiquei feliz ao recordar o que senti na primeira vez que ouvi uma meditação do Pe. Correia em 1978.

Ele falava tudo o que eu sempre quis ouvir e viver! Senti que ali era o meu lugar! Foi amor à primeira vista!

Lizete Fanchin Queiroz

* Scott Hahn: pastor presbiteriano convertido ao catolicismo em 1986. Tornou-se mais tarde também membro supernumerário do Opus Dei. É professor de Teologia, fundador e presidente do Saint Paul Institute for Biblical Theology e autor de mais de uma dezena de livros, entre os quais “Todos os caminhos vão dar a Roma”, escrito com sua esposa Kimberly.
(Dados retirados do próprio livro “Trabalho ordinário, graça extraordinária”, no Brasil publicado pela Quadrante)