In Evangelho do dia

18Dizia então: A que é semelhante o Reino de Deus e a que hei-de compará-lo? 19É semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e semeou no seu quintal. Cresceu, veio a ser uma grande árvore, e as aves do céu vieram alojar-se nos seus ramos.

20Disse ainda: A que hei-de comparar o Reino de Deus? 21E semelhante ao fermento que uma mulher tomou e meteu em três medidas de farinha, até ficar tudo fermentado.

Comentário

18-21. O grão de mostarda e o fermento simbolizam a Igreja que, reduzida no princípio a um grupo de discípulos, se foi estendendo com a força do Espírito Santo até acolher nela todos os povos da terra. Já no século II Tertuliano afirmava: «Somos de ontem e enchemos tudo» (Apologeticum, XXXVII). O Senhor «com a parábola do grão de mostarda incita-os à fé e fá-los ver que a pregação do Evangelho se propagará apesar de tudo. Os mais débeis, os mais pequenos entre os homens, eram os discípulos do Senhor, mas como havia neles uma torça grande, esta desenvolveu-se por todo o mundo» (Hom. sobre S. Mateus, 46). Por isso, o cristão não deve desanimar perante a pequenez e debilidade com que aparecem as obras do seu apostolado. Com á graça de Deus e a fidelidade irão crescendo como o grão de mostarda apesar das dificuldades: «Nas horas de luta e contradição, quando talvez ‘os bons’ encham de obstáculos o teu caminho, levanta o teu coração de apóstolo; ouve a Jesus que fala do grão de mostarda e do fermento. — E diz-Lhe: ‘e dissere nobis parabolam’ — explica-me a parábola.

« E sentirás a alegria de contemplar a vitória futura: aves do céu à sombra do teu apostolado, agora incipiente; e toda a massa fermentada» (Caminho, n° 695).

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