In Evangelho do dia

31Outra parábola lhes propôs, dizendo: É semelhante o Reino dos Céus a um grão de  mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo, 32o qual é a mais pequenina de todas as sementes, mas, em crescendo, é maior que as hortaliças e faz-se árvore, de modo que as aves do céu vêm poisar nos seus ramos.

33Expôs-lhes ainda outra parábola: O Reino dos Céus é semelhante ao fermento, que uma mulher tomou e meteu em três medidas de farinha, até que a fermentou toda.

34Todas estas coisas disse Jesus à multidão em parábolas e, sem parábolas, não lhe falava, 35para se cumprir o que fora anunciado pelo profeta, que disse: «abrirei, em parábolas, a minha boca; proferirei coisas ocultas desde o princípio do mundo».

Comentário

31-32. O homem é Jesus Cristo; o campo, o mundo. O grão de mostarda entende-se da pregação do Evangelho e da Igreja: com uns princípios muito pequenos chega a estender-se por todo o mundo. A parábola alude evidentemente à universalidade e ao crescimento do Reino de Deus: a Igreja, que acolhe todos os homens de qualquer classe e condição e em todas as latitudes e tempos, desenvolve-se constantemente, apesar das contrariedades, em virtude da promessa e assistência divinas.

  1. A imagem é tomada agora de uma experiência quotidiana: assim como o fermento vai pouco a pouco fermentando e assimilando toda a massa, da mesma maneira a Igreja vai convertendo todos os povos.

O fermento é também figura do cristão. Vivendo no meio do mundo, sem se desnaturalizar, o cristão conquista com o seu exemplo e com a sua palavra as almas para o Senhor. «A nossa vocação de filhos de Deus, no meio do mundo, exige-nos que não procuremos apenas a nossa santidade pessoal, mas que vamos pelos caminhos da Terra, para convertê-los em atalhos que, através dos obstáculos, levem as almas ao Senhor; que participemos, como cidadãos normais e correntes, em todas as actividades temporais, para sermos levedura que há-de fermentar toda a massa» (Cristo que passa, n° 120).

34-35. A Revelação, os planos de Deus, ocultam-se (cfr Mt 11,25) aos que não estão bem dispostos para os receber. O Evangelista quer sublinhar a necessidade de ser simples e dóceis ao Evangelho. Ao evocar o Salmo 78, 2 ensina-nos outra vez, sob a luz da inspiração divina, que na pregação do Senhor se cumprem as profecias do Antigo Testamento.

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