In Evangelho do dia

24Outra parábola lhes propôs, dizendo: O Reino dos Céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio o seu inimigo, sobressemeou joio no meio do trigo e foi-se embora. 26Quando, porém, cresceu a erva e espigou, apareceu também o joio. 27Os servos foram ter com o patrão e disseram-lhe: «Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde, pois, lhe veio o joio?». 28Respondeu-lhes ele: «Foi um inimigo que o fez». Disseram-lhe os servos: «Queres que vamos arrancá-lo?». 29Respondeu: «Não; não seja caso que, ao apanhardes o joio, arranqueis juntamente com ele o trigo. 30peixai crescer um e outro até à ceifa, e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos, para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro».

Comentário

24-25. «Está claro: o campo é fértil e a semente é boa; o Senhor do campo lançou às mãos cheias a semente no momento propício e com arte consumada; além disso, preparou toda uma vigilância para proteger a recente sementeira. Se depois apareceu o joio, é porque não houve correspondência, já que os homens — os cristãos especialmente — adormeceram e permitiram que o inimigo se aproximasse» (Cristo que passa, nº123).

  1. O joio é uma planta muito parecida com o trigo, com o qual facilmente se confunde antes de brotar a espiga. Misturada com farinha boa contamina o pão e produz graves náuseas e enjôos. Semear joio entre o trigo era um caso de vingança pessoal, que se deu não poucas vezes no Oriente. O Direito Romano previa-o e castigava-o (Digesto, IX, 2).
  2. « Quando os servidores irresponsáveis perguntam ao Senhor porque cresceu o joio no seu campo, a explicação salta aos olhos: inimicus homo hoc fecit, foi o inimigo! Nós, os cristãos, que devíamos estar vigilantes para que as coisas boas, postas pelo Criador no mundo, se desenvolvessem ao serviço da verdade e do bem, adormecemos — triste preguiça, esse sono! — enquanto o inimigo e todos os que o servem se moviam sem descanso. Bem vedes como cresceu o joio: que sementeira tão abundante espalhada por todos os sítios!» (Cristo que passa, nº123).

29-30. O fim da parábola do joio explica em figura a misteriosa permissão provisória do mal por parte de Deus e a sua extirpação definitiva. O primeiro está a dar-se na terra até ao fim dos tempos. Por isso não nos deve escandalizar a existência do mal neste mundo. O segundo não se dá nesta terra, mas depois da morte; pelo juízo (a sega) uns irão para o céu e outros para o inferno.

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