Evangelho do dia 22.05.2017 – Jo 15, 26-16.4a – Leia o Evangelho de hoje

26Mas, quando vier o Assistente que Eu hei-de enviar lá do Pai, o Espírito da Verdade, que do Pai procede, Ele dará testemunho de Mim. 27E vós também ides dar testemunho, porque estais comigo desde o princípio.

E disse-vos isto para não sucumbirdes. 2Hão-de excluir-vos das sinagogas. E até vai chegar a hora em que todo aquele que vos der a morte julgará prestar culto a Deus. 3E fá-lo-ão por não terem conhecido nem o Pai nem a Mim. 4Mas Eu disse-vos isto para que, ao chegar a respectiva hora, vos lembreis de que Eu vo-lo disse.

Comentário

26-27. Os Apóstolos voltarão a receber o encargo de dar testemunho de Jesus Cristo momentos antes da Ascensão (cfr Act 1,8). Eles foram testemunhas do ministério público, da Morte e Ressurreição de Cristo, condição para fazer parte do Colégio Apostólico, como se vê na escolha de Matias em substituição de Judas (cfr Act 1,21-22). Mas será com a vinda do Espírito Santo que se iniciará a pregação pública dos Doze e a vida da Igreja.

Todo o cristão há-de ser também uma testemunha viva de Cristo, e a Igreja inteira é um testemunho perene de Jesus Cristo: «A missão da Igreja realiza-se, pois, mediante a actividade pela qual, obedecendo ao mandamento de Cristo e movida pela graça e pela caridade do Espírito Santo, ela se torna actual e plenamente presente a todos os homens ou povos para os conduzir à fé, liberdade e paz de Cristo, não só pelo exemplo de vida e pela pregação, mas também pelos sacramentos e pelos restantes meios da graça» (Ad gentes, n. 5).

2-3. O fanatismo pode arrastar até fazer crer que é lícito o crime para servir a causa da religião. Era o que acontecia a estes judeus que perseguiram Jesus até à morte e depois a Igreja. Um caso típico desse falso zelo foi o de Paulo de Tarso (cfr Act 22,3-16), mas ao conhecer o seu erro converteu-se num dos mais fervorosos apóstolos de Cristo. Como predisse o Senhor, a Igreja sofreu repetidas vezes tal ódio fanático e diabólico. Outras vezes esse falso zelo não é tão manifesto, mas mostra-se na oposição sistemática e injusta às coisas de Deus. «Nas horas de luta e contradição, quando talvez ‘os bons’ encham de obstáculos o teu caminho, levanta o teu coração de apóstolo; ouve a Jesus que fala do grão de mostarda e do fermento. — E diz-Lhe: ‘e dissere nobis parabolam’ — explica-nos a parábola.

«E sentirás a alegria de contemplar a vitória futura: aves do céu à sombra do teu apostolado, agora incipiente; e toda a massa fermentada» (Caminho, n.° 695).

Nestes casos, como também o advertiu Nosso Senhor, aqueles que perseguem os verdadeiros servidores de Deus pensam agradar-Lhe: esses perseguidores confundem a causa de Deus com concepções deformadas da religião.

4. Agora o Senhor não profetiza apenas a Sua morte (cfr Mt 16,21-23), mas também as perseguições que padecerão os Seus discípulos. Prediz as contrariedades para que quando cheguem não se escandalizem nem desanimem: pelo contrário, serão ocasião de mostrar a fé.