In Evangelho do dia

8Eu vos digo: Todo aquele que se tiver declarado por Mim diante dos homens, também o Filho do homem Se há-de declarar por ele diante dos Anjos de Deus. 9Mas quem Me tiver negado diante dos homens será negado diante dos Anjos de Deus.

10E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem perdoar-se-á; mas não se perdoará a quem tiver blasfemado contra o Espírito Santo.

11Quando vos levarem às sinagogas, aos magistrados e às autoridades, não vos dê preocupação como ou com que haveis de defender-vos, ou o que haveis de dizer, 12pois o Espírito Santo vos ensinará nessa hora o que deveis dizer.

Comentário

3- O tecto das casas da Palestina era ordinariamente um terraço. Ali se reuniam a conversar, passadas as horas do calor. Jesus adverte os Seus discípulos que assim como nessas tertúlias se comentavam as coisas ditas em privado, também, por muito que os fariseus ocultassem os seus vícios e defeitos com o véu da hipocrisia, estes chegariam a ser conhecidos e comentados por todos.

6-7. Nada — nem mesmo as coisas mais insignificantes — escapa aos olhos de Deus, à Sua Providência e ao Seu juízo. Muito menos escaparão as acções dos homens, que serão premiados ou castigados pelo justo e inapelável juízo de Deus. Por isso mesmo, não se deve temer que fique sem recompensa eterna nenhum sofrimento ou perseguição padecidos por seguir a Cristo.

Por outra parte, o ensinamento do v. 5 sobre o temor é completado nos vv. 6 e 7 ao dizer-nos que Deus é o Pai bom que vela por todos nós, muito mais que por esses passarinhos dos quais também não se esquece. Assim, pois, o nosso temor a Deus não há-de ser servil — fundado no medo ao castigo —, mas um temor filial — o de quem não quer desgostar seu pai —, e que se alimenta da confiança na divina Providência.

8-9. Conclusão lógica do ensinamento anterior de Cristo: O pior que os males corporais, incluída a morte, são os males da alma — isto é, o pecado —. Aqueles que por medo aos sofrimentos temporais negam o Senhor e não são fiéis às exigências da fé cairão noutro mal muito pior: serão negados pelo próprio Cristo no dia do juízo. Pelo contrário, aqueles que sofram por fidelidade a Cristo penas nesta vida receberão o prêmio eterno de ser reconhecidos por Ele, e serão participantes da Sua glória.

  1. A blasfêmia contra o Espírito Santo consiste em atribuir maliciosamente ao demônio as acções sobrenaturais. O homem que adopta tal disposição impede que lhe chegue o perdão de Deus e, por isto, não pode ser perdoado (cfr Mt 12,31; Mc 3,28-30). Jesus compreende e desculpa a fraqueza do homem que erra, mas, pelo contrário, não tem essa atitude indulgente com aquele que fecha os olhos e o coração às obras admiráveis do Espírito; assim agiam os fariseus que acusavam Jesus de expulsar os demônios em nome de Beelzebu; assim actua o incrédulo que nega a manifestação da bondade divina na obra de Cristo; ao negá-la, rejeita o convite que Deus lhe faz e situa-se fora da Salvação (cfr Heb 6,4-6; 10,26-31). Veja-se a nota a Mc 3,28-30.
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