In Evangelho do dia

14Os Fariseus, porém, saindo dali, reuniram conselho contra Ele, para O matarem. 15Soube-o Jesus e retirou-Se dali. Seguiram-No muitos, e Ele curou-os a todos 16e intimou-lhes que O não dessem a conhecer; 17para que se cumprisse o que fora anunciado pelo profeta Isaías, que disse:

18«Eis o Meu Servo a quem escolhi, O Meu predilecto, no qual se compraz a Minha alma.

Farei repousar sobre Ele o Meu Espírito, e anunciará o Direito às nações.

19 Não porfiará nem clamará, nem se ouvirá nas praças a Sua voz.

20Uma cana rachada, não a quebrará, uma torcida que ainda fumegue, não a apagara, até fazer triunfar o Direito.

21e no Seu nome depositarão as nações as suas esperanças.»

Comentário

17-21. O texto sagrado ensina uma vez mais o contraste entre o reino espectacular do Messias imaginado pelos judeus da Sua época, e a discrição que pede Jesus aos que contemplam e acolhem a Sua doutrina e os Seus milagres. Com esta longa citação de Isaías (42, 1-4) o Evangelista dá-nos a chave doutrinai dos capítulos 11 e 12: em Jesus cumpre-se a profecia do Servo de Yawéh, cujo magistério amável e discreto havia de trazer ao mundo a luz da verdade.

Ao narrar a Paixão do Senhor os Evangelhos voltarão a recordar a figura do Servo de Yahwéh, para mostrar como também se cumpre em Jesus o aspecto doloroso e expiatório da morte profetizada deste «Servo» (cfr Mt 27,30, comparado com Is 50, 6; Mt 8, 17, comparado com Is 53,4; Ioh 1, 38, comparado com Is 53,9-12, etc.).

  1. Em Isaías 42, 1-4 fala-se de um servo humilde, amado e escolhido por Deus, em quem Ele Se compraz plenamente. De facto Jesus, sem deixar de ser Filho de Deus e consubstanciai ao Pai, tomou a forma de servo (cfr Phil 2, 6). Esta humildade levou Jesus a curar e a cuidar dos mais pobres e aflitos de Israel, sem nunca pretender clamores de louvor.
  2. Veja-se a nota a Mt 3,16.
  3. A justiça que anuncia o Servo, cheio do Espírito, não é uma virtude ruidosa. Podemos entrever a amável suavidade de Jesus ao realizar os Seus poderosos milagres, actuando uma justiça humilde. Jesus assim faz triunfar a justiça de Seu Pai, o Seu plano de revelação e salvação, de um modo silencioso e profundo.

20. Segundo muitos Santos Padres, entre eles Santo Agostinho e São Jerônimo, a cana rachada e a torcida que tida fumega referem-se ao povo judaico. Também são figura de qualquer pecador, pois o Senhor não quer a sua morte mas que se converta e viva (cfr Ez 33, 11). Os Evangelhos são um contínuo testemunho desta comovente verdade (cfr Lc 15, 11-32, parábola do filho pródigo; Mt 18,12-24, parábola da ovelha perdida; etc.).

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