In Evangelho do dia

14Depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galileia a pregar o Evangelho de Deus, 15dizendo: Terminou o prazo e está próximo o Reino de Deus. Fazei penitência e crede no Evangelho.

16Passàndo junto ao mar da Galileia, viu Simão e André, irmão de Simão, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores, e disse-lhes Jesus:17Vinde após Mim, e farei que venhais a ser pescadores de homens. I8E imediatamente, deixadas as redes, seguiram-No. 19Prosseguindo um pouco, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam também na barca a consertar as redes, e chamou-os logo. 20Eles, deixando na barca seu pai Zebedeu com os mercenários, foram após Ele.

Comentário

14-15. «Evangelho de Deus»: Esta expressão encontramo-la em São Paulo (Rom 1, 1; 2Cor. 11,7; etc.) como equivalente à de «Evangelho de Jesus Cristo» (Phil 1, 1; 2Thes 1,8; etc.), insinuando-se deste modo a divindade de Jesus Cristo. A chegada iminente do Reino exige uma conversão autêntica do homem a Deus (Mt 4,17; 10,7; Mc 6, 12; etc.). Já os Profetas tinham falado da necessidade de converter-se e de abandonar os maus caminhos que seguia Israel, longe de Deus (ler 3,22; Is 30,15; Os 14, 2; etc.). Tanto João Baptista como Cristo e os Seus Apóstolos insistem em que é preciso converter-se, mudar de atitude e de vida como condição prévia para receber o Reino de Deus. Recentemente o Papa João Paulo II realça a importância da conversão perante o Reino de Deus, expressão clara da Sua misericórdia: «Portanto, a Igreja professa e proclama a conversão. A conversão a Deus consiste sempre em descobrir a Sua misericórdia, isto é, esse amor que é paciente e benigno (cfr 1Cor 13,4) à medida do Criador e Pai: o amor, a que ‘Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo’ (2Cor 1, 3) é fiel até às últimas consequências na história da aliança com o homem: até à cruz, até à morte e à ressurreição de Seu Filho. A conversão a Deus é sempre fruto do ‘reencontro’ deste Pai, rico em misericórdia.

«O autêntico conhecimento de Deus, Deus da misericórdia e do amor benigno, é uma fonte constante e inexaurível de conversão, não somente como momentâneo acto interior, mas também como disposição permanente, como estado de espírito. Aqueles que assim chegam ao conhecimento de Deus, aqueles que assim O ‘veem’, não podem viver de outro modo que não seja convertendo-se a Ele continuamente. Passam a viver in statu conversionis, em estado de conversão; e é este estado que constitui a característica mais profunda da peregrinação de todo o homem sobre a terra in statu viatoris, em estado de peregrino» (Dives in misericórdia, n. 13).

16-20. O Evangelista narra nestes versículos o chamamento de Jesus a alguns dos que formariam parte do Colégio Apostólico (3, 16 ss.). O Messias, desde o começo do Seu ministério público na Galileia, busca colaboradores para levar a cabo a Sua missão de Salvador e Redentor. E busca-os habituados ao trabalho, acostumados ao esforço e à luta constantes, simples de costumes. A desproporção humana é patente, mas isso não constitui um obstáculo para que a entrega seja generosa e livre. A luz acesa nos seus corações foi suficiente para abandonar tudo. O simples convite ao seguimento bastou para se porem incondicionalmente à disposição do Mestre.

E Jesus quem escolhe; meteu-Se na vida dos Apóstolos, como Se mete na nossa, sem pedir autorização: Ele é o nosso Senhor. Cfr a nota a Mt 4,18-22.

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