In Evangelho do dia

47Ai de vós, porque edificais os túmulos dos profetas, quando foram vossos pais que os mataram. 48Assim, dais testemunho e aprovação às obras de vossos pais, porque eles mataram-nos, e vós levantais-lhes monumentos. 49Por isso mesmo é que disse a Sabedoria de Deus: «Hei-de enviar-lhes profetas e apóstolos, a alguns dos quais hão-de matar e perseguir, 50para se pedirem contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado a partir da constituição do mundo, 5‘desde o sangue de Abel até ao sangue de Zacarias, que pereceu entre o altar e o Santuário». Sim, vos digo Eu, serão pedidas contas a esta geração! 52Ai de vós, Legistas, porque tirastes a chave da ciência: vós próprios não entrastes e impedistes os que pretendiam entrar.

53Quando Ele saiu dali, começaram os Escribas e os Fariseus a provocá-Lo furiosamente e a faze-Lo falar sobre muitas coisas, 54armando-Lhe ciladas para apanharem alguma coisa da Sua boca.

Comentário

  1. Zacarias foi um profeta que morreu apedrejado no Templo de Jerusalém pelo ano 800 a.C., por atirar à cara ao povo de Israel a sua infidelidade aos preceitos divinos (cfr 2 Chr 24,20-22). O assassinato de Abel (Gen 4,8) e o de Zacarias eram, respectivamente, o primeiro e último dos narrados no conjunto dos Livros que os judeus reconheciam como sagrados. Jesus alude a uma tradição judaica segundo a qual, ainda no Seu tempo e mesmo depois, se mostrava ali a mancha de sangue de Zacarias.

O altar a que se refere o texto era o dos holocaustos, situado ao ar livre no átrio dos sacerdotes, diante da edificação que propriamente constituía o Templo.

  1. Jesus faz-lhes uma grave repreensão: aqueles doutores da Lei, precisamente pelo estudo e meditação da Escritura, deveriam ter reconhecido Jesus como o Messias, visto que assim estava profetizado nos livros sagrados. Não obstante, a história evangélica mostra-nos que sucedeu precisamente o contrário. Não só não aceitaram Jesus, mas opuseram-se-Lhe obstinadamente. Eles, como mestres da Lei, deviam de ter ensinado o povo a seguir Jesus; pelo contrário, impediram-lho.

53-54. São Lucas recordará frequentemente esta atitude dos inimigos do Senhor (cfr 6,11; 19,47-48; 20,19-20; 22,2). O povo seguia Jesus e entusiasmava-se com a Sua pregação e com as Suas obras, enquanto os fariseus e os escribas não aceitaram o Senhor, e não toleravam que a multidão aderisse a Ele: intentavam por todos os meios desacreditá-Lo diante do povo (cfr Ioh 11,48).

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