In Evangelho do dia

2Ora João, tendo ouvido, no cárcere, os feitos de Cristo, mandou-Lhe dizer pelos discípulos: És tu O que há-de vir, ou devemos esperar outro? 4Respondeu-lhes Jesus: Ide e contai a João o que ouvis e vedes: 5cegos vêem, coxos andam, leprosos são limpos, surdos ouvem, mortos ressuscitam e pobres são evangelizados. 6E ditoso o que não encontrar em Mim ocasião de escândalo. 7Quando eles partiam, começou Jesus a falar de João às turbas: Que foste ver no deserto? Uma cana agitada pelo vento? 8Mas que fostes ver? Um homem vestido delicadamente? Mas os que trajam roupas delicadas estão nos palácios dos reis. 9Mas então o que fostes fazer? Ver um profeta? Sim, vos digo Eu, e mais do que profeta. 10É este de quem está escrito: «Eis que eu envio à tua frente o meu mensageiro, que preparará diante de ti o teu caminho».

11Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu nenhum maior que João Baptista; contudo, o mais pequeno no Reino dos Céus é maior do que ele.

Comentário


  1. João sabia que Jesus era o Messias (cfr Mt 3, 13-17). Mas envia-Lhe os seus discípulos para que superem as idéias correntes entre os judeus acerca do Messias e possam reconhecê-Lo.

3-6. Jesus responde aos discípulos do Baptista fazendo-os considerar que diante dos seus olhos se realizaram os sinais que as antigas profecias tinham anunciado como próprios do Messias e do Seu Reino (cfr Is 35,5; 61,1; etc.). Era dizer-lhes que, efectivamente, Ele é o profeta que «tinha de vir».

Os milagres narrados (caps. 8-9) e a doutrina pregada à multidão (caps. 5-7) provam que Jesus de Nazaré é o Messias esperado.

  1.   Previne aqui Jesus o falso conceito que muitos judeus tinham do Messias, imaginado à maneira de um poderoso rei terreno. Com estas fantasias contrasta a atitude humilde de Senhor. Por isso Jesus era pedra de escândalo para Israel (cfr Is. 14-15; 1Cor 1, 23).
  2. Com João encerra-se o AT e chega-se ao umbral do Novo. A dignidade do Precursor está em apresentar Cristo, em dá-lo a conhecer aos homens. Deus tinha-lhe conferido a alta missão de preparar os seus contemporâneos para escutar O Evangelho. A fidelidade do Baptista é reconhecida e proclamada por Jesus. Este elogio é um prêmio para a humildade de João, que, consciente da sua missão, tinha dito: «Ê necessário que Ele cresça e que eu diminua» (Ioh3, 30).

São João Baptista é o maior no sentido de que recebeu um ministério único e incomparável dentro da ordem do Antigo Testamento. Pelo contrário, no Reino dos Céus (Novo Testamento), inaugurado por Cristo, o dom divino da graça faz que o mais pequeno dos que a recebem com uma fiel correspondência, seja maior que o maior na ordem precedente da promessa. Uma vez consumada a obra da Redenção, a graça divina atinge igualmente os justos da Antiga Aliança. Assim a grandeza de João Baptista, Precursor e último dos Profetas, fica sublimada com a dignidade de filho de Deus. 

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