In Evangelho do dia

17«Tocamos flauta e não dançastes; entoamos lamentações e não chorastes».

18Com efeito, veio João, que não comia nem bebia, e dizem: «E um endemoninhado». 19Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizem: «Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos peca­dores». Mas a Sabedoria foi justificada pelas suas obras.

Comentário

16-19. Com a alusão a alguma canção popular ou a um jogo das crianças de então, Jesus censura os homens que resistem a reconhecê-Lo pela sem-razão das suas desculpas. Desde o princípio da história humana o Senhor esforçou-Se por atrair todos a Si: «Que devia fazer pela minha vinha que não tenha feito?» (Is 5,4). A resposta dos homens foi com frequência de rejeição: «Por que é que, esperando eu que desse uvas, apenas produziu agraços?» (Is 5,4).

Condena também o Senhor a maledicência: pode haver quem, para justificar a sua actuação, veja pecado onde só há virtude. «Quando descobrem claramente o bem — escreve São Gregório Magno —, esquadrinham para examinar se há, além disso, algum mal oculto» (Moralia, 6, 22). O jejum do Baptista é interpretado por eles como obra do demônio; a Jesus, porém, chamam-Lhe glutão. O Evangelista não tem reparo em referir as acusações e calúnias que se disseram contra o Senhor. De outro modo não teríamos nem sequer imaginado a malícia dos homens que se assanharam com ‘Aquele que passou pelo mundo fazendo o bem (Act 10, 38). Noutras ocasiões o próprio Jesus advertiu os Seus discípulos de que seriam tratados como Ele (Ioh15, 20). As obras de Jesus e de João Baptista atestam que um e o Outro, respectivamente, levam a cabo o que a sabedoria (divina tinha determinado para a salvação dos homens: o facto de que alguns não o reconheçam não vai impedir que se cumpram os planos de Deus.

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