In Evangelho do dia

11Na Sua marcha para Jerusalém, ia passando entre a Samaria e a Galileia. 12Ao entrar em certa povoação, vieram-Lhe ao encontro dez leprosos, que, mantendo-se a distância, 13ergueram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem piedade de nós. 14Este, ao vê-los, disse-lhes: Ide mostrar-vos aos sacerdotes. Enquanto iam a caminho, ficaram limpos. 15Um deles, vendo que se tinha curado, voltou, glorificando a Deus em alta voz, 16e caiu a Seus pés com a face em terra, agradecen­do-Lhe. E esse era samaritano. 17Jesus tomou a palavra e disse: Não ficaram limpos os dez? Então, onde estão os outros nove? 18Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro? 19E disse-lhe a ele: Levanta-te e segue o teu caminho. Salvou-te a tua fé.

Comentário

11-19. O lugar onde se desenrola a cena explica que tivesse andado um samaritano junto com uns judeus. Havia uma antipatia mútua entre ambos os povos (cfr Ioh 4,9), mas a dor unia aqueles leprosos por cima dos ressentimentos de raça.

Segundo estava mandado na Lei de Moisés, os leprosos, precisamente para evitar o contágio, deviam viver longe do convívio com a gente, e dar mostras visíveis da sua doença (cfr Lev 13,45-46). Isto explica que não se aproximem de Jesus e daqueles que O acompanhavam, mas de longe expu­sessem o pedido aos gritos. O Senhor, antes de os curar, manda-lhes que vão aos sacerdotes para que certifiquem a sua cura (cfr Lev 14,2 ss.) e cumpram os ritos estabelecidos. A obediência dos leprosos ao mandato de ir aos sacerdotes supõe uma prova de fé nas palavras de Jesus. Efectivamente, pouco depois de se porem a caminho ficam limpos.

Contudo, só um deles, o samaritano que volta para trás louvando e agradecendo o milagre, recebe um dom ainda maior que a cura da lepra. Jesus, com efeito, diz-lhe: «Sal­vou-te a tua fé» (v. 19), e louva as manifestações de agradeci­mento deste homem. O Evangelho conservou-nos a cena para ensinamento nosso. «Habitua-te a elevar o coração a Deus em acção de graças, muitas vezes ao dia. — Porque te dá isto e aquilo. — Porque te desprezaram. — Porque não tens o que precisas, ou porque o tens.

«Porque fez tão formosa a Sua Mãe, que é também tua Mãe. — Porque criou o Sol e a Lua e este animal e aquela planta. — Porque fez aquele homem eloqüente e a ti te fez difícil de palavra…

«Dá-Lhe graças por tudo, porque tudo é bom» (Caminho, n° 268).

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