In Evangelho do dia

11Em verdade vos digo que, entre os nasci­dos de mulher, não surgiu nenhum maior que João Baptista; contudo, o mais pequeno no Reino dos Céus é maior do que ele. 12Desde os dias de João Baptista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e os violentos arrebatam-no. 13Porque todos os profetas e a Lei profetizaram até Joáo. 14E,. se quereis compreender, ele é Elias, o que há-de vir. 15Quem tem ouvidos, oiça.

 

Comentário

  1. Com João encerra-se o AT e chega-se ao umbral do Novo. A dignidade do Precursor está em apresentar Cristo, em dá-lo a conhecer aos homens. Deus tinha-lhe conferido a alta missão de preparar os seus contemporâneos para escutar O Evangelho. A fidelidade do Baptista é reconhecida e proclamada por Jesus. Este elogio é um prêmio para a humildade de João, que, consciente da sua missão, tinha dito: «Ê necessário que Ele cresça e que eu diminua» (Ioh3, 30).

São João Baptista é o maior no sentido de que recebeu um ministério único e incomparável dentro da ordem do Antigo Testamento. Pelo contrário, no Reino dos Céus (Novo Testa­mento), inaugurado por Cristo, o dom divino da graça faz que o mais pequeno dos que a recebem com uma fiel correspon­dência, seja maior que o maior na ordem precedente da promessa. Uma vez consumada a obra da Redenção, a graça divina atinge igualmente os justos da Antiga Aliança. Assim a grandeza de João Baptista, Precursor e último dos Profetas, fica sublimada com a dignidade de filho de Deus.

  1. «O Reino dos Céus sofre violência»: Desde que João Baptista anuncia Cristo já presente, os poderes do inferno redobram o seu assalto desesperado, que se prolonga ao longo de todo o tempo da Igreja (cfr Eph 6,12). A situação aqui des­crita parece ser: os chefes do povo judaico e os seus cegos seguidores, esperavam o Reino de Deus como aqueles que esperam uma herança merecida; mas enquanto eles repousam nos seus pretensos direitos e méritos de raça, outros, os esforçados (literalmente: salteadores), apoderar-se-ão dele como por assalto, pela força, em luta contra os inimigos da alma: mundo, demônio e carne.

«Essa força não se manifesta na violência contra os outros; é fortaleza para combater as nossas debilidades e misérias, valentia para não mascarar as nossas infidelidades audácia para confessar a fé, mesmo quando o ambiente é contrário» (Cristo que passa, n° 82).

Tal atitude é a própria daqueles que lutando contra a; suas paixões, fazendo-se violência a si mesmos, alcançam c Reino dos Céus, e participam da união com Cristo. Come afirma Clemente de Alexandria: «O Reino dos Céus não pertence aos que dormem e vivem dando-se todos os gostos mas aos que lutam contra si mesmos»… (Quis dives salvetur, 21).

  1. João Baptista é Elias, não em pessoa, mas na missão (cfr Mt 17,10-13; Mc 9,10-12).
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