In Evangelho do dia

27Enquanto Ele estava a dizer estas coisas, ergueu a voz uma mulher, do meio da multidão, e disse-Lhe: Felizes as entranhas que Te trouxeram e os peitos a que foste amamentado. 28Ele, porém, retorquiu: Felizes antes os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.

29Como as multidões tivessem afluído em massa, começou a dizer: Esta geração é uma geração perversa: pede um sinal, mas não lhe será dado nenhum sinal, a não ser o sinal de Jonas. 30Pois, do mesmo modo que Jonas foi um sinal para os Ninivitas, assim o será também o Filho do homem para esta geração. 31A rainha do Sul há-de surgir na altura do Juízo com os homens desta geração e condená-los-á, porque veio dos confins da Terra para ouvir a sabedoria de Salomão, e está aqui algo mais do que Salomão. 32Os homens de Nínive hão-de ressuscitar na altura do Juízo com esta geração e hão-de condená-la, porque, à pregação de Jonas, fizeram penitência, e está aqui algo mais do que Jonas.

33Ninguém, depois de acender uma lâmpada, a põe em sítio oculto ou debaixo do alqueire, mas no candelabro, para que vejam a claridade aqueles que entram. 34A lâmpada do teu corpo é a tua vista. Quando a tua vista for límpida, todo o teu corpo andará também iluminado. Mas, quando for má, também o teu corpo andará em trevas. 35Vé lá, pois, se a luz que há em ti não será escuridão! 36Portanto, se o teu corpo está todo iluminado, não tendo qualquer parte tenebrosa, estará todo iluminado, como quando a lâmpada te ilumina com o seu fulgor.

37Enquanto falava, convidou-O um fariseu para almoçar consigo. 38Ele entrou e pôs-Se à mesa. O fariseu viu e admirou-se de que não Se tivesse lavado primeiro, antes do almoço.

Comentário

27-28. Estas palavras são a proclamação da atitude fundamental da alma da Virgem Maria. Assim o expõe o Concilio Vaticano II: «Durante a pregação de Seu Filho, (Maria) acolheu as palavras com que Ele, pondo o reino acima de todas as relações de parentesco, proclamou bem-aventurados todos os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática (cfr Mc 3,35; Lc 11,27-28); coisa que ela fazia fielmente (cfr Lc 2,19.51)» (Lumen gentium, n. 58). Portanto, com esta resposta Jesus não rejeita o inflamado galanteio que essa boa mulher dedica a Sua Mãe, mas aceita-o e vai mais além, explicando que Maria Santíssima é bem-aventurada sobretudo por ter sido boa e fiel no cumprimento da palavra de Deus. «Era o elogio de Sua Mãe, do seu fiat Lc 1,38), do faça-se, sincero, entregue, cumprido até às últimas consequências, que não se manifestou em acções aparatosas, mas no sacrifício escondido e silencioso de cada dia» (Cristo que passa, n° 172). Cfr a nota a Lc 1 ,34-38).

29-32. Jonas foi o profeta que levou os ninivitas à penitência porque na sua pregação e nas suas obras, na sua pessoa e na sua vida, reconheceram o sinal de um enviado de Deus (cfr a nota a Mt 12,41-42).

33-36. Jesus está a falar em metáforas: o homem que tem a vista sã vê bem as coisas. Daqui faz uma aplicação moral: o olhar puro, simples, sabe apreciar as coisas de Deus.

Os que se opunham ao Senhor viam as Suas obras e ouviam as Suas palavras, mas o seu olhar não era limpo e não queriam reconhecer Deus n’Ele. É também uma repreensão para todos os que não querem aceitar o Evangelho.

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