Evangelho do dia 14.08.2017 – Mt 17,22-27 – Leia o Evangelho do dia

22Andando eles ainda na Galileia, disse-lhes Jesus: O Filho do homem há-de ser entregue nas mãos dos homens, 23que O hão-de matar; mas ao terceiro dia ressuscitará. Eles ficaram tristes em extremo.

24Entrados em Cafarnaum, aproximaram-se de Pedro os cobradores da didracma e disseram-lhe: O vosso Mestre não paga a didracma? 25Sim! — disse ele. Entrando depois na casa, antecipou-Se Jesus, perguntando: Que te parece, Simão? De quem recebem impostos ou tributo os reis da terra, dos seus filhos, ou dos estranhos? 26Respondendo ele: dos estranhos, disse-lhe Jesus: Logo, os filhos estão isentos. 27Contudo, para os não escandalizarmos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que subir, toma-o, abre-lhe a boca e encontrarás um estáter. Tira-o e dá-lho a eles por Mim e por ti.

 

Comentário

24-27. «Didracma»: Moeda equivalente ao tributo que deviam pagar anualmente todos os Judeus ao Templo de Jerusalém. Correspondia mais ou menos ao jornal de um operário. O «estáter» de que falará o Senhor um pouco mais adiante (v. 27) era uma moeda grega equivalente a dois didracmas.

Jesus Cristo ensinava os Seus discípulos mediante coisas grandes e pequenas. A Pedro, que devia ser rocha sobre a qual ia fundar a Sua Igreja (Mt 16, 18-19), depois de o preparar com o magnífico episódio da Transfiguração (Mt 17, 1-8), faz-lhe ver agora a Sua divindade mediante um milagre de aparência intranscendente. Além disso, deve notar-se a pedagogia de Jesus: depois do segundo anúncio da Sua Paixão, os Seus discípulos tinham ficado tristes (Mt 17, 22-23); agora levanta o ânimo de Pedro com este milagre de características tão íntimas.

26. Vemos aqui a exactidão com que o Senhor quis cumprir os deveres de cidadão. Tenha-se em conta que, embora o imposto da didracma fosse de índole religiosa, contudo, pela constituição teocrática de Israel naquele tempo, o pagamento deste tributo implicava também uma obrigação de ordem cívica.