In Evangelho do dia

12Nesses dias, saiu Ele em direcção ao monte, para fazer oração, e passou a noite a orar a Deus. 13Ao amanhecer, chamou os discípulos e escolheu doze entre eles, aos quais deu precisamente o nome de Após­tolos: 14Simão, a quem deu também o nome de Pedro, e André, irmão deste; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tome; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, que era chamado Zeloso; 16Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor.

17Descendo com eles, ficou num sítio plano, Ele, um numeroso grupo de discípulos Seus e grande multidão dos do povo, prove­nientes de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sídon, I8que tinham vindo para O ouvirem e se curarem de suas doenças. E os que eram molestados por espíritos impuros ficavam curados. 19Toda a multidão procurava tocar-Lhe, porque saía d’Ele uma força que a todos curava.

Comentário

  1. Como é que Jesus Cristo, sendo Deus, faz oração?: Em Cristo há duas vontades, uma divina e outra humana (cfr Catecismo Maior, n.° 91), e ainda que pela Sua vontade divina era omnipotente, não assim pela Sua vontade humana. O que fazemos na oração de petição é manifestar a nossa vontade diante de Deus, e por isso Cristo, semelhante em tudo a nós menos no pecado (Heb 4,15), devia orar também como homem (cfr Suma Teológica, III, q. 21, a. 1). Ao con­templar Jesus em oração. Santo Ambrósio comenta: «O Se­nhor ora não para pedir por Ele, mas para interceder em meu favor; pois ainda que o Pai tenha posto todas as coisas à disposição do Filho, contudo o Filho, para realizar plena­mente a Sua condição de homem, julga oportuno implorar ao Pai por nós, pois Ele é o nosso Advogado (…). Mestre de obediência, instrui-nos com o Seu exemplo nos preceitos da virtude: ‘Temos um Advogado diante do Pai’ (1Ioh 2,1)» (Expositio Evangelii sec. Lucam, ad loc.).

14-16. Jesus Cristo escolheu para Seus Apóstolos uns homens correntes, quase todos pobres e ignorantes; parece que só Mateus e os irmãos João e Tiago gozavam de certa! posição social e econômica. Mas todos deixaram o muito ou pouco que tinham e também todos, menos Judas, tiveram no Senhor e, vencendo as suas próprias debilidades, souberam finalmente ser fiéis à graça e ser santos, colunas da ‘ Igreja. Não nos inquietemos se, como os Apóstolos, nos vemos faltos de qualidades humanas, porque o importante é ser fiéis, corresponder pessoalmente à graça de Deus.

  1. Deus encarnou para nos salvar. Através da natureza humana que assumiu, actua a Pessoa divina do Verbo. As curas e as expulsões de demônios que Cristo realizou enquanto vivia na terra são também uma prova de que a Redenção operada por Cristo é uma realidade, não uma mera esperança. As multidões da Judeia e das outras regiões de Israel, que se aproximam até tocar o Mestre, são, de alguma maneira, uma antecipação da devoção dos cristãos à Santíssima Humanidade de Cristo.
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