In Evangelho do dia

12Estando Ele em uma das cidades, apresentou-se um homem cheio de lepra. Ao ver Jesus, caiu com a face por terra e diri­giu-Lhe esta súplica: Senhor, se quiseres, pode limpar-me. 13Ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo. E logo a lepra o deixou. 14Ordenou-lhe então que não dissesse a ninguém: Vai antes mostrar-te ao sacerdote e fazer, pela tua purificação, a oferta, como estabeleceu Moisés, para lhes servir de prova. 15Cada vez se falava mais a Seu respeito, e reuniam-se grandes multi­dões para O ouvirem e serem curadas de suas enfermidades. 16Mas Ele andava reti­rado pelas solidões e a orar.

Comentário

  1. As palavras do leproso são um modelo de oração. Aparece nela, em primeiro lugar, a fé. «Não disse, se o pedires a Deus…, mas se queres» (Hom. sobre S. Mateus, 25). Completa-se com uma afirmação absoluta, podes: que é uma confissão aberta da omnipotência divina. Esta mesma fé foi expressada pelo salmista: «Deus faz tudo o que quer nos céus, na terra, no mar e em todos os abismos» (Ps 135,6). Juntamente com a fé, a confiança na misericórdia divina. «A Deus, que é misericordioso, não é necessário pedir-Lhe, basta expor-Lhe a nossa necessidade» (Comentário sobre S. Mateus, 8,1). E conclui São João Crisóstomo: «A oração é perfeita quando se unem nela a f é e a confissão; o leproso demonstrou a sua fé e confessou a sua necessidade com as suas palavras» (Hom. sobre S. Mateus, 25).

«’Domine!’ — Senhor! — ‘si vis, potes me mundare’ — se quiseres, podes curar-me. — Que bela oração para que a digas muitas vezes, com a fé do pobre leproso, quando te acontecer o que Deus, tu e eu sabemos! — Não tardarás a sentir a resposta do Mestre: ‘volo, mundare!’ — Quero, sé limpo!» (Caminho, n° 142).

  1. Jesus Cristo atende a súplica do leproso e cura-o da sua doença. Cada um de nós tem doenças na sua alma e o Senhor está à espera de que nos aproximemos d’Ele: «É Médico e cura o nosso egoísmo, se deixarmos que a Sua graça penetre até ao fundo da nossa alma. Jesus disse-nos que a pior doença é a hipocrisia, o orgulho que nos faz dissimular os nossos pecados. Com o Médico é imprescin­dível, pela nossa parte, uma sinceridade absoluta, explicar-Lhe toda a verdade e dizer: Domine, si vis, potes me mundare, Senhor, se quiseres — e Tu queres sempre — podes curar-me. Tu conheces as minhas fraquezas, tenho estes sintomas e estas debilidades. Mostramos-Lhe também com toda a simplicidade as chagas e o pus, no caso de haver pus. Senhor, Tu, que curaste tantas almas, faz com que, ao ter-Te no meu peito ou ao contemplar-Te no Sacrário, Te reconheça como Médico divino» (Cristo que passa, n° 93).
  2. No terceiro Evangelho põe-se em realce com frequência que Jesus Se retirava, só, para orar: cfr 6,12; 9,18; 11,1. Jesus ensina assim a necessidade de uma oração pes­soal nas diversas circunstâncias da vida.

«É muito importante — perdoai a minha insistência — observar os passos do Messias, porque Ele veio mostrar-nos o caminho que nos leva ao Pai: descobriremos, com Ele, como se pode dar relevo sobrenatural às actividades aparentemente mais pequenas; aprenderemos a viver cada instante com vibração de eternidade e compreenderemos com maior profundidade que a criatura precisa desses tempos de con­versa íntima com Deus, para privar com Ele na Sua intimidade, para invocá-Lo, para ouvi-Lo ou, simplesmente, para estar com Ele» (Amigos de Deus, n° 239).

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