In Evangelho do dia

O Por aqueles dias, sendo outra vez grande a multidão e não tendo que comer, chama os discípulos e diz-lhes: 2Tenho compaixão deste povo, porque há já três dias que anda comigo e não tem que comer; 3e, se o mando para suas casas em jejum, desfalecerá no caminho, tanto mais que alguns deles são de longe. 4Responderam-Lhe os discípulos: E onde encontrar pão para os saciar aqui num deserto? 5Mas Ele perguntou: Quantos pães tendes? Sete, disseram eles. 6Mandou então sentar o povo no chão. E, tomando os sete pães, deu graças, partiu-o e foi-os dando aos discípulos, para que os servissem, e eles serviram-nos à multidão. 7Tinham também alguns peixes pequenos, e Ele pronunciou sobre eles a fórmula da bênção e mandou-os também servir. 8E eles comeram até se saciarem. E, dos pedaços que sobejaram, recolheram sete cabazes. 9Èram cerca de quatro mil, e mandou-os embora.

10E logo entrou na barca com os discípulos e foi para a região de Dalmanuta.

Comentário

1-9. Jesus repete o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes: na primeira vez (Mc 6,33-44) actuou ao ver uma grande multidão que ia como «ovelhas sem pastor»; agora, quanto a multidão O seguiu durante três dias e não tem que comer.

Este milagre é uma mostra de como premeia Cristo a perseverança no Seu seguimento: a multidão esteve pendente da palavra de Jesus, esquecendo-se de tudo o resto.

Também, nós devemos estar pendentes d’Ele e cumprir o que nos manda, pondo de parte toda a preocupação vã pelo futuro, o que equivaleria a desconfiar da Providência divina.

10. «Dalmanuta»: Esta comarca deve situar-se nas proximidades do lago de Genesaré, ainda que seja difícil de dar uma localização mais precisa. E esta a única vez que se menciona na Sagrada Escritura. No passo paralelo de São Mateus (15,39) figura umas vezes Magadan e outras Magdala.

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