In Evangelho do dia

15Quando isto ouviu, disse-Lhe um dos convivas: Feliz de quem tomar alimento no Reino de Deus. 16Respondeu-lhe Jesus: Certo as bodas homem ia dar um grande jantar e fez muitos convites. I7À hora do jantar, mandou o criado a dizer aos convidados: «Vinde, que as coisas já estão prontas». l8Mas todos, à uma, come­çaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: «Comprei um campo e preciso de ir vê-lo; peço-te que me dispenses». 19Disse outro: «Comprei cinco juntas de bois e vou experi­mentá-las; peço-te que me dispenses». 20E outro disse: «Casei-me e, por isso, não posso ir». 21O criado, ao chegar, comunicou isto ao senhor. Então, irritado, disse o dono da casa ao criado: «Sai imediatamente às praças e às ruas da cidade e traz para aqui os pobres, os estropiados, os cegos e os coxos». “«Se­nhor — disse o criado — está feito o que determinaste, e ainda há lugar». 23Disse o senhor ao criado: «Sai aos caminhos e às azinhagas e compele-os a entrar, a fim de se encher a minha casa. 24Pois vos digo que nenhum daqueles que foram convidados pro­vará do meu jantar».

Comentário

  1. A expressão «tomar alimento no Reino de Deus» significa na linguagem da Bíblia participar da bemaventurança eterna, simbolizada num grande banquete (cfr Is 25,6; Mt 22,1-14).

16-24. Diante do convite de Deus à fé e à correspon­dência pessoal, há que sacrificar qualquer interesse humano, por mais lícito e nobre que se nos apresente, se impede a resposta cabal ao chamamento divino. Essas aparentes razões ou deveres são, de facto, meras desculpas. Por isso aparece clara a culpabilidade dos convidados desagradecidos.

«Compele a entrar»: Não se trata de violentar a liberdade de ninguém — Deus não quer que O amemos à força – -, mas de ajudar a decidir-se pelo bem, deixando os respeitos humanos, a ocasião de pecado, a ignorância… «Obriga-se alguém a entrar» com a oração, com o sacrifício, com o teste­munho de uma vida cristã, com a amizade, numa palavra, com o apostolado. «Se, para salvar uma vida terrena, empregamos a força, com o aplauso de todos, para evitar que um homem se suicide…, não havemos de poder empregar a mesma coacção — a santa coacção — para salvar a Vida (com maiúscula) de muitos que se obstinam em suicidar idiotamente a sua alma?» (Caminho, n.° 399).

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