In Evangelho do dia

33Disseram-Lhe eles: Os discípulos de João jejuam muita vez e recitam orações; o jejum mesmo fazem também os dos Fariseus. Os Teus, porém, comem e bebem! 34Mas Jesus respondeu-lhes: Podeis vós fazer jejuar os companheiros do noivo, enquanto o noivo está com eles? 35Lá virão dias!… e, quando o noivo lhes for tirado, então, nesses dias, hão-de jejuar. 36Disse-lhes também uma parábola: Ninguém recorta um remendo de vestido novo para o deitar em vestido velho. Aliás, não só rasga o novo, mas também não se ajustará ao velho o remendo que vem do novo. 37Nem ninguém deita vinho novo em odres velhos. Aliás, o vinho novo romperá os odres, derramar-se-á, e os odres ficarão estragados. 38Mas deve deitar-se vinho novo em odres novos. 39E ninguém que bebeu do velho quer do novo, pois diz: «Ó velho é que é bom!»

Comentário

33-35. No Antigo Testamento estavam prescritos por Deus alguns dias de jejum; o mais assinalado era o «dia da expiação» (Num 29,7; Act 27,9). Por jejum costuma enten­der-se a abstenção, total ou parcial, de comida ou de bebida, e assim o entendiam também os Judeus. Moisés e Elias tinham jejuado (Ex 34,28; 1Reg 19,8), e o próprio Senhor jejuaria no deserto durante quarenta dias, antes de começar o Seu ministério público. No passo que comentamos, Jesus Cristo dá também um sentido mais profundo do jejum: a privação da Sua presença física, que os Apóstolos sofrerão depois da morte. O Senhor ia preparando os discípulos durante a Sua vida pública para a separação definitiva. Ao começo os Apóstolos não eram ainda fortes, e era mais conveniente que fossem consolados com a presença corporal de Cristo do que exercitados com a austeridade do jejum. Também os cristãos devem privar-se por vezes do ali­mento: «Jejuar e abster-se de comer carne quando o manda a Santa Madre Igreja» (Catecismo Maior, n° 495). Este é o objecto do quarto mandamento da Igreja. Mas, além disso, num sentido mais profundo, como diz São Leão Magno: «O mérito dos nossos jejuns não consiste somente na absti­nência dos alimentos; de nada serve tirar ao corpo a sua nutrição se a alma não se afasta da iniquidade e se a língua não deixa de falar mal» (Sermo IV in Quadragesima).

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