In Evangelho do dia

28Chegado ao lado de lá, ao país dos Gadarenos,  vieram-Lhe ao encontro dois possessos, saídos dos sepulcros, e tão furiosos, que ninguém se arriscava a passar por aquele caminho. 29Os quais em alta voz diziam: Que tens que ver connosco, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? 30Ora, a certa distância deles, andava uma grande vara de porcos a pastar, 31e os Demônios suplicaram: Se nos expulsas, manda-nos para estes porcos. 32Disse-lhes Ele: Ide! Eles saíram e foram-se para os porcos. E logo toda a vara se despenhou do precipício no mar e se afogou nas águas. 33Os guardadores fugiram e, chegando à cidade, contaram tudo e também o caso dos possessos. 34E eis que toda a cidade saiu ao encontro de Jesus e, apenas O viram, pediram-Lhe que Se retirasse do seu termo.

Comentário

  1. A maioria dos códices gregos e a Neo-vulgata dizem gadarenos; a Vulgata, porém, e os textos paralelos de Mc e Lc transcrevem gerasenos. Ambos os nomes são possíveis, pois dependem respectivamente das duas cidades, Gerasa e Gadara, as mais importantes desta zona. O acontecimento pode ter-se dado nos limites entre ambas, um tanto imprecisos, embora a precipitação dos porcos no lago ou mar da Galileia dê alguma maior possibilidade a Gadara. Gergesenos procede de uma conjectura de Orígenes.

28-34. Neste episódio Jesus Cristo mostra o Seu poder, uma vez mais, sobre o demônio e as forças diabólicas. Que o facto suceda em terra de gentios (Gerasa e Gádara estavam na Decápole, a Este do Jordão), fica atestado porque entre os Judeus era proibida a criação de porcos, declarados impuros segundo a Lei de Moisés. Esta expulsão de demônios, e outras mais que nos narram os evangelistas, vêm resumidas no livro dos Actos dos Apóstolos, no discurso de São Pedro diante de Cornélio e da sua família: «Passou fazendo o bem e curando todos os que tinham caído sob o poder do diabo» (Act 10,38). É uma prova de que o Reino de Deus começou (cfr Mt 12,28).

A atitude dos habitantes da cidade perante o milagre recorda-nos que o encontro com Deus e a vida cristã exigem a subordinação dos planos pessoais aos planos divinos. Uma atitude egoísta ou materialista fecha o horizonte dos bens eternos. Por este caminho podemos expulsar Deus da nossa vida, como o expulsaram da sua terra os habitantes de Gerasa.

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