In Evangelho do dia

25Haverá sinais no Sol, na Lua e nas es­trelas e, na Terra, angústia entre as nações, perplexas com o bramido e a agitação do mar, 26desfalecendo os homens de pavor e com a expectativa do que vai sobrevir ao Universo, pois as forças celestes serão aba­ladas. 27Então, hão-de ver o Filho do homem vir numa nuvem, com grande poder e glória.

28Ora, quando isto começar a acontecer, endireitai-vos e erguei as vossas frontes, porque se aproxima a vossa libertação.

34Tende cuidado convosco, não se tornem pesados os vossos corações com a crápula, a embriaguez e as preocupações da vida, e aquele dia vos surpreenda subitamente 35como um laço, pois ele há-de irromper sobre todos os que habitam a face da Terra inteira. 36Velai, pois, orando em todo o tempo, para conseguirdes fugir a todas essas coisas que estão para acontecer e aparecerdes firmes diante do Filho do homem.

Comentário

25-26. Jesus refere-Se à comoção dos elementos da natu­reza quando chegar o fim do mundo. «As forças celestes serão abaladas», isto é, todo o universo tremerá diante da vinda do Senhor em poder e glória.

27-28. O Senhor, aplicando a Si mesmo a profecia de Daniel (7,13-14), fala da Sua vinda gloriosa no fim dos tempos. Os homens contemplarão o poder e a glória do Filho do Homem, que vem para julgar vivos e mortos. Este juízo compete a Cristo também enquanto homem. A Sagrada Escritura descreve a solenidade deste juízo. Nele confir­ma-se a sentença dada já a cada um no juízo particular, e brilharão com total resplendor a justiça e a misericórdia que Deus teve com os homens ao longo da história. «Era razoável — ensina o Catecismo Romano — que não só se estabelecessem prêmios para os bons e castigos para os maus na vida futura, mas que também se decretasse num juízo geral e público, a fim de que se tornasse para todos mais notório e grandioso, e para que todos tributassem a Deus louvores pela Sua justiça e providência» (1, 8,4).

É, pois, essa vinda do Senhor dia terrível para os maus e dia de gozo para aqueles que Lhe foram fiéis. Os discípulos hão-de levantar a cabeça com gozo, porque se aproxima a sua redenção. Para eles é o dia do prêmio. A vitória obtida por Cristo na Cruz — vitória sobre o pecado, sobre o demô­nio e sobre a morte — manifesta-se aqui em todas as suas consequências. Por isso o apóstolo São Paulo recomenda-nos que vivamos «aguardando a bem-aventurança esperada e a vinda gloriosa do grande Deus e Salvador nosso Jesus Cristo» (Tit 2,13).

«Subiu ao Céu (o Senhor), donde há-de vir de novo, então com glória, para julgar os vivos e os mortos, cada um segundo os próprios méritos: os que tenham respondido ao amor e à piedade de Deus irão para a vida eterna, mas os que os tenham rejeitado até ao fim serão destinados ao fogo que nunca cessará» (Credo do Povo de Deus, n° 12).

34-36. No fim do Seu discurso o Senhor exorta à vigi­lância como atitude necessária para todos os cristãos. Devemos estar vigilantes porque não sabemos nem o dia nem a hora em que o Senhor virá pedir-nos contas. Por isso importa viver em todos os momentos pendentes da vontade divina, fazendo em cada instante o que temos de fazer. Há que viver de tal modo que, venha quando vier a morte, sempre nos encontre preparados. Para aqueles que vivem assim, a morte repentina nunca é uma surpresa. A estes diz São Paulo: «Vós, irmãos, não viveis em trevas para que aquele dia vos arre­bate como um ladrão» (1Thes 5,4). Vivamos, pois, em contínua vigilância. Consiste a vigilância na luta constante por não nos apegarmos às coisas deste mundo (a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida; cfr 1Ioh 2,16), e na prática assídua da oração que nos faz estar unidos a Deus. Se vivemos deste modo, aquele dia será para nós um dia de gozo e não de terror, porque a nossa vigilância terá como resultado, com a ajuda de Deus, que as nossas almas estejam prontas, em graça, para receber o Senhor. Assim o nosso encontro com Cristo não será um juízo condenatório mas um abraço definitivo com que Jesus nos introduzirá na casa do Pai. «Não brilha na tua alma o desejo de que teu Pai-Deus fique contente quando te tiver de julgar?» (Caminho, n° 746).

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