dia 1o a 3 de janeiro de 2010

Dia 1º de janeiro

Lc 2, 16-21

16Foram, pressurosos, e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoira. 17E, ao verem isto, deram a conhecer o que lhes tinham dito daquele Menino. 18Todos os que ouviram ficaram admirados do que os pastores lhes contaram. 19Maria, por seu turno, conservava todas estas palavras, ponderando-as no seu espírito.

20E os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, conforme lhes fora anunciado.

21Quando se completaram oito dias para O circuncidarem, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo antes de Ele ter sido concebido no seio materno.

Comentário

16. A pressa dos pastores é fruto da sua alegria e do seu afã por ver o Salvador. Comenta Santo Ambrósio: “Ninguém busca Cristo preguiçosamente” (Expositio Evangelii sec. Lucam, ad loc.). O Evangelista já observou antes que Nossa Senhora, depois da Anunciação, se apressurou a visitar Santa Isabel (Lc l ,39). A alma que deu entrada a Deus no seu coração vive com alegria a visita do Senhor e esta alegria dá asas à sua vida.

19. Em breves palavras este versículo diz muito de Maria Santíssima. Apresenta-no-la serena e contemplativa diante das maravilhas que se estavam a cumprir no nascimento do seu divino Filho. Maria penetra-as com olhar profundo, pondera-as e guarda-as no silêncio da sua alma. Maria Santíssima, mestra de oração! Se a imitarmos, se guardarmos e ponderarmos nos nossos corações o que ouvimos de Jesus e o que Ele faz em nós, estamos a caminho da santidade cristã e não faltará na nossa vida nem a doutrina do Senhor nem a Sua graça. Por outro lado, meditando deste modo os ensinamentos que recebemos de Jesus, vamos aprofundando no mistério de Cristo, e assim “a Tradição apostólica progride na Igreja sob a assistência do Espírito Santo. Com efeito, progride a percepção tanto das coisas como das palavras transmitidas, quer mercê da contemplação e estudo dos crentes, que as meditam no seu coração, quer mercê da íntima inteligência que experimentam das coisas espirituais, quer mercê da pregação daqueles que, com a sucessão do episcopado, receberam o carisma da verdade” (Dei Verbum, n. 8).

21. “Jesus” significa “Yahwéh salva” ou “Yahwéh é salvação”, isto é, Salvador. Este nome foi imposto ao Menino não por disposição humana, mas para cumprir o que o arcanjo tinha ordenado da parte de Deus à Santíssima Virgem e a São José (cfr Lc 1,31; Mt 1,21).

O fim da Encarnação do Filho de Deus foi a Redenção e a Salvação de todos os homens, e daí que, com razão, se Lhe tenha chamado Jesus, Salvador. Assim o confessamos no Credo: “Que por nós homens e para a nossa salvação, desceu do Céu”. “Certamente, houve muitos com este nome (…). Mas, com quanta mais verdade entenderemos que deve ser chamado com este nome o Salvador? Ele, com efeito, trouxe a vida, a liberdade e a salvação eterna não a um povo qualquer, mas a todos os homens de todos os tempos; não em verdade oprimidos pela fome ou pelo domínio dos egípcios ou dos babilônios, mas assentados na sombra da morte e subjugados com as duríssimas cadeias do pecado e do demônio” (Catecismo Romano, I, 3,6).

Dia 2 de janeiro

Jo 1, 19-28

19Foi este o testemunho de João, quando os Judeus lhe enviaram, de Jerusalém, sacerdotes e levitas, para lhe perguntarem: Tu quem és? 20Ele confessou e não negou: Eu não sou o Messias – confessou. 21Quem és então? – perguntaram-lhe. – És Elias? Não sou – respondeu ele. És o Profeta? Ele retorquiu: Não! 22Disseram-lhe então: Quem és tu?… É para darmos resposta aos que nos enviaram: Que dizes de ti mesmo? 23Ele declarou:

Sou a voz de um que brada no deserto: “Endireitai o caminho do Senhor”, como disse o profeta Isaías.

24Tinham sido enviados alguns dos Fariseus. 25Interrogaram-no eles, nestes termos: Então porque é que baptizas, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta? 26Respondeu-lhes João, dizendo: Eu baptizo em água; mas no meio de vós se encontra quem vós não conheceis, 27Aquele que vem depois de mim; a quem eu não sou digno de desatar as correias das sandálias. 28Deram-se estes factos em Betânia, além-Jordão, onde João estava a baptizar.

Comentário

19-24. Num ambiente de intensa expectativa messiânica, o Baptista aparece como uma figura rodeada de um prestígio extraordinário; prova disso é que as autoridades judaicas enviam personagens qualificadas (sacerdotes e levitas de Jerusalém) a perguntar-lhe se é o Messias.

Chama a atenção a grande humildade de João: adianta-se aos seus interlocutores afirmando: “Não sou o Cristo”. Considera-se tão pequeno diante do Senhor que dirá: “Não sou digno de desatar a correia das Suas sandálias” (v. 27). Toda a fama de que desfrutava põe-na ao serviço da sua missão de Precursor do Messias e, com esquecimento total de si mesmo, afirma que “é necessário que Ele cresça e que eu diminua” (Ioh 3,30).

25-26. “Baptizar”: Significava originariamente submergir na água, banhar. O rito da imersão exprimia entre os Judeus a purificação legal daqueles que tivessem contraído alguma impureza prevista pela Lei. Existia também o baptismo dos prosélitos, que era um dos ritos de incorporação dos gentios no povo judeu. Nos manuscritos do Mar Morto fala-se de um baptismo como rito de iniciação e purificação dos adeptos à seita judaica de Qumrán, que existia em tempos de Nosso Senhor.

O baptismo de João tinha um marcado carácter de conversão interior. As palavras de exortação que pronunciava o Baptista e o reconhecimento humilde dos pecados por parte dos que acorriam a ele dispunham para receber a graça de Cristo. O baptismo de João constituía, pois, um rito de penitência muito apto para preparar o povo para a vinda do Messias, cumprindo-se com isso as profecias que falavam precisamente de uma purificação pela água perante o advento do Reino de Deus nos tempos messiânicos (cfr Zach 13,1; Ez 36,25; 37,23; Ier 4,14). O baptismo de João, todavia, não tinha poder para limpar a alma dos pecados, como faz o Baptismo cristão (cfr Mt 3,11; Mc 1,4).

“Quem vós não conheceis”: Com efeito, Jesus ainda não Se tinha manifestado publicamente como o Messias e Filho de Deus; ainda que alguns O conhecessem enquanto homem, São João Baptista pode afirmar que realmente não O conheciam.

27. O Baptista declara a primazia de Cristo sobre ele por meio da comparação do escravo que desata a correia das sandálias do seu senhor. Para nos aproximarmos de Cristo, que João anuncia, é preciso imitar o Baptista. Como diz Santo Agostinho: “Entenderá estas palavras quem imite a humildade do Precursor… O mérito maior de João é, meus irmãos, este acto de humildade” (In Ioann. Evang., 4,7).

28. Refere-se à cidade de Betânia que estava situada na margem oriental do Jordão, em frente de Jericó, diferente da Betânia onde vivia a família de Lázaro, próximo de Jerusalém (cfr Ioh 11,18).

Dia 3 de janeiro

Mt 2, 1-12

1Nascido Jesus em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, chegaram a Jerusalém uns Magos, vindos do Oriente, 2que perguntavam: Onde está o rei dos Judeus, nascido há pouco? Pois, vimos a Sua estrela e viemos adorá-Lo.

3Ao ouvir isto, o rei Herodes perturbou-se e toda a Jerusalém com ele. 4Convocou então todos os Príncipes dos Sacerdotes e Escribas do povo e inquiriu deles onde havia de nascer o Messias. 5Responderam-lhe eles: Em Belém da Judeia, porque assim está escrito no profeta: 6E tu, Belém, Terra de Judá, não és, de modo nenhum, a mais pequenina entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que há-de reger o meu povo, Israel“.

7Então Herodes, tendo chamado secretamente os magos, procurou saber deles, com exactidão, o tempo em que a estrela lhes tinha aparecido 8e, encaminhando-os para Belém, disse-lhes: Ide e informai-vos bem do Menino e, quando O encontrardes, avisai-me para eu ir também adorá-Lo.

9Eles, depois de ouvirem o rei, partiram. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente ia diante deles e parou sobre o lugar onde estava o Menino. 10Ao verem a estrela, sentiram grande alegria. 11E, ao entrarem na casa, viram o Menino com Maria, Sua Mãe e, prostrando-se por terra, adoraram-No. Em seguida, abriram os cofres e ofereceram-Lhe presentes: oiro, incenso e mirra. 12Foram depois avisados em sonhos que não regressassem à presença de Herodes e retiraram-se por outro caminho, para a sua terra.

Comentário

1. “O rei Herodes”: O Novo Testamento fala de quatro Herodes. O primeiro, Herodes o Grande, a que se referem este passo e o seguinte. O segundo, seu filho, Herodes Antipas, que mandou degolar São João Baptista (Mt 14, 1-12) e que ultrajou Jesus durante a Paixão (Lc 23, 7-11). O terceiro, Herodes Agripa I, neto de Herodes o Grande, que mandou matar o Apóstolo São Tiago, o Maior (Act 12, 1-3), que meteu no cárcere Pedro (Act 12, 4-7), e que morreu repentinamente e de um modo misterioso (Act 12, 20-23). O quarto, Herodes Agripa II, filho do anterior, perante quem São Paulo, prisioneiro em Cesareia marítima, se defendeu da acusação dos judeus (Act 25, 23).

Herodes o Grande, do qual aqui se trata, era filho de pais não judeus; tinha conseguido reinar sobre estes com a ajuda e como vassalo do Império Romano. Desenvolveu uma grande actividade política e, entre outras coisas, reconstruiu luxuosamente o Templo de Jerusalém. Sofreu de mania de perseguição, vendo por toda a parte competidores da sua realeza; célebre pela sua crueldade, matou a maioria das dez mulheres que teve, alguns filhos e bom número de pessoas influentes na sociedade do seu tempo. Estes dados procedem principalmente do historiador judeu Flávio Josefo (que escreveu em fins do século I) e concordam com a figura cruel que conhecemos pelos Evangelhos.

“Uns Magos”: Estes personagens eram uns sábios provenientes provavelmente da Pérsia e dedicados ao estudo das estrelas. Por não serem judeus, são como que as primícias dos gentios que receberão o chamamento à salvação em Cristo. A adoração dos magos foi recolhida pela tradição mais antiga: já em começos do séc. II se encontra a cena nas pinturas das catacumbas de Priscila em Roma.

2. Os judeus tinham difundido pelo Oriente as esperanças messiânicas. Os magos tinham conhecimento do Messias esperado, rei dos Judeus. O qual, segundo idéias difundidas naquela época, devia ter, como personagem muito importante na história universal, uma estrela relacionada com o seu nascimento. Deus quis valer-se destas concepções para conduzir até Cristo os representantes dos gentios, que haviam de crer.

“Precisamente tinha-se-lhes ocultado antes, para que, ao encontrarem-se sem guia, não tivessem outro remédio senão perguntar aos judeus, e ficasse manifesto a todos o nascimento de Cristo” (Hom. sobre S. Mateus, 7).

O mesmo São João Crisóstomo explica que “Deus os chama através do que para eles era mais familiar, e mostra-lhes uma estrela grande e maravilhosa, para que os impressione pela sua própria grandeza e formosura” (Hom. sobre S. Mateus, 6). O chamamento dos magos, enquanto se dedicam ao seu ofício, é um facto que se repete no chamamento que Deus faz aos homens; chamá-los precisamente entre as ocupações ordinárias da sua vida. Assim chamou Moisés quando pastoreava o rebanho (Ex 3, 1-3), o profeta Eliseu quando lavrava a sua terra com os bois (1 Reg 19, 19-20), Amós quando cuidava o seu gado (Am 7, 15)…

“O que a ti te admira, a mim parece-me razoável. – Deus foi-te procurar no exercício da tua profissão?

Foi assim que procurou os primeiros: Pedro, André, João e Tiago, junto das redes; Mateus, sentado à mesa dos impostos…

E assombra-te! – Paulo, no seu afã de acabar com a semente dos cristãos” (Caminho, n° 799).

“Tal como os Reis Magos, descobrimos uma estrela que é luz, rumo certo no céu da nossa alma.

Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo. Também nós tivemos esta experiência. Também nós sentimos que, a pouco e pouco, se acendia na nossa alma uma luz nova: o desejo de ser cristãos em plenitude, o desejo, por assim dizer, de tomar Deus a sério” (Cristo que passa, n° 32).

4. No tempo de Jesus encontrava-se amplamente difundida em todos os ambientes judaicos a esperança da iminente vinda do Messias, concebido sobretudo como rei à maneira de um novo e maior David. Daqui a perturbação de Herodes, rei dos Judeus com o apoio dos romanos e cruelmente zeloso da defesa da sua coroa. Pela sua ambição política e pela sua carência de sentido religioso, Herodes viu o possível Messias-Rei como um perigoso competidor do seu poder temporal.

No tempo de Nosso Senhor, tanto o regime monárquico de Herodes como o regime de ocupação directa romana por meio dos procuradores tinham respeitado o organismo representativo do próprio povo judaico, constituído pelo Sinédrio. Este era, pois, o grande conselho da nação, que intervinha nos assuntos ordinários, religiosos ou civis. A execução dos assuntos mais importantes necessitava da aprovação, quer do rei (no tempo da monarquia herodiana), quer do procurador (no tempo da ocupação directa da Palestina pelo Império Romano).

Em recordação de Ex 24, 1-9 e Num 11, 16, o Sinédrio compunha-se de 71 membros, presididos pelo sumo sacerdote, escolhidos entre os seguintes três estratos ou grupos do povo judaico: l.° Os príncipes dos sacerdotes, quer dizer, os chefes das principais famílias sacerdotais, entre as quais costumava recair a nomeação do sumo sacerdote, e aqueles que tinham cessado neste cargo. 2.° Os anciãos, que eram os chefes das principais famílias. 3.° Os escribas, que eram os doutores da lei ou peritos nas questões legais e religiosas; a maior parte destes escribas pertencia ao partido ou escola dos fariseus.

Neste passo de Mateus só se mencionam o l.° e 3.° destes grupos que compunham o Sinédrio: isso é lógico, visto que o grupo dos anciãos não era entendido no assunto do nascimento do Messias, que era uma questão eminentemente religiosa.

5-6. A profecia a que se refere o passo é concretamente a de Miqueias 5, 1. É de notar que na tradição judaica se interpretava esta profecia como predição do lugar exacto do nascimento do Messias, e que este era um personagem determinado.

O livro sagrado ensina-nos uma vez mais que em Jesus Cristo se cumprem as profecias do Antigo Testamento.

8. Herodes pretendia saber com exactidão onde estava o Menino não precisamente para O adorar, como dizia, mas para se livrar d’Ele, segundo a visão puramente política que tinha o então rei dos Judeus. A sua astúcia e maldade não podem impedir que se cumpram os desígnios de Deus. Por cima dos cálculos de Herodes e da sua ambição estavam a sabedoria e o poder divinos para realizar a salvação.

9. “Quase sempre por nossa culpa, em certos momentos da nossa vida interior, acontece-nos o que aconteceu na viagem dos Reis Magos: a estrela oculta-se (…). Que havemos de fazer então? Seguir o exemplo daqueles homens santos: perguntar. Herodes serviu-se da ciência para proceder de modo injusto; os Reis Magos utilizam-na para fazer o bem. Mas nós, cristãos, não temos necessidade de perguntar a Herodes ou aos sábios da Terra. Cristo deu à Sua Igreja a segurança da doutrina, a corrente de graça dos Sacramentos; e providenciou para que haja pessoas que nos orientem, que nos conduzam, que nos recordem constantemente o caminho” (Cristo que passa, n° 34).

10. “E por quê tanta alegria? Porque eles, que nunca duvidaram, recebem do Senhor a prova de que a estrela não tinha desaparecido; tinham deixado de a ver sensivelmente, mas tinham-na conservado sempre na alma. Assim é a vocação cristã: se não se perde a fé, se se mantém a esperança em Jesus Cristo que estará connosco até à consumação dos séculos (Mt XXVIII, 20), a estrela reaparece. E, ao verificar uma vez mais a realidade da vocação, nasce em nós uma alegria maior, que aumenta a nossa fé, a nossa esperança, o nosso amor” (Cristo que passa, n° 35).

11. Os dons oferecidos – ouro, incenso e mirra – eram os mais preciosos do Oriente. O homem tem necessidade de oferecer presentes para testemunhar a sua veneração e a sua fé. Já que não pode oferecer-se o próprio homem como desejaria, oferece em seu lugar o que é mais valioso e lhe é mais querido.

Os profetas e o salmista tinham predito para os tempos messiânicos a submissão a Deus dos reis da terra (Is 49, 23), com o oferecimento dos seus bens (Is 60, 5) e a adoração (Ps 72, 10-15). Com este acto dos magos e o oferecimento dos seus dons a Jesus, Deus e homem, começam a cumprir-se estas profecias.

O Concilio de Trento cita expressamente este passo da adoração dos magos ao ensinar o culto que se deve dar a Cristo na Eucaristia: “Todos os fiéis de Cristo na sua veneração deste Santíssimo Sacramento devem tributar-lhe aquele culto de latria que é devido ao verdadeiro Deus (…). Porque cremos que nele está presente aquele mesmo Deus, de Quem, ao introduzi-Lo o Pai no orbe da terra, diz: E adorem-No todos os anjos de Deus (Heb 1 ,6; cfr Ps 97, 7); a Quem os magos, prostrando-se por terra, adoraram (cfr Mt 2, 11), de Quem, enfim, a Escritura testemunha (cfr Mt 28, 17) que O adoraram os Apóstolos na Galileia” (De SS. Eucharistia, cap. 5).

Também a propósito deste versículo, comentava São Gregório de Nazianzo: “Nós permaneçamos em adoração; e a Quem por causa da nossa salvação Se humilhou a tal grau de pobreza que recebeu o nosso corpo, ofereçamos, não já incenso, ouro e mirra – o primeiro como a Deus, o segundo como a rei e o terceiro como Àquele que buscou a morte por nossa causa -, mas dons espirituais, mais sublimes que os que se vêem com os olhos” (Oratio, 19).

12. A intervenção dos magos nos acontecimentos de Belém termina com um novo acto de delicada obediência e cooperação com os planos de Deus. Também o cristão deve ser dócil até ao fim à graça e à missão concreta que Deus lhe confie, ainda que isto suponha modificar os planos pessoais que se tenha proposto.