As nossas famílias são partes da família da Obra

Por Maria de Lourdes Brandalize Musial
Dona Lourdes nos fala do carinho do Padre, D. Javier (que inclusive lhes escreve), e de toda a Obra não só por seu filho, que mora em um Centro na Polônia, mas por toda a sua família. Ela conheceu Centros do Opus Dei no Brasil, na Polônia e em Roma – Itália, e afirma que ali se recebe “sempre o mesmo carinho e atenção”, de acordo com o espírito transmitido por São Josemaria.

Tenho um filho, numerário do Opus Dei, que mora na Polônia. Ele saiu do Brasil, para ir à Polônia, dia 12 de abril de 1992, passou por Roma para assistir à beatificação de São Josemaría e de lá seguiu, com outros membros da Obra poloneses, para o seu novo país, onde foi acolhido com grande alegria e ajudado na adaptação aos costumes locais.

Na primeira visita de D. Álvaro, como Prelado do Opus Dei, e D. Javier à Polônia, meu filho serviu-lhes de motorista, levando-os para visitar vários lugares e Centros do Opus Dei. Os dois foram muito atenciosos com meu filho, demonstrando o carinho próprio de uma família unida. D. Álvaro deixou algumas mensagens escritas para meu filho.

Na segunda visita, sendo D. Javier o Prelado do Opus Dei, o meu filho também serviu-lhe de motorista. O Padre logo o reconheceu e disse-lhe: você é aquele garoto que veio do Brasil e acompanhou D. Álvaro e eu na primeira visita à Polônia. D. Javier deixou na Polônia muitos exemplos de como valorizar as pequenas coisas e de amor a seus filhos. Num dia, fazendo visitas, D. Javier notou que meu filho estava diferente e perguntou o que estava sentindo. Ele disse que estava cansado e o Padre, com muito carinho, disse: até que eu volte da tertúlia (encontro familiar) fique aí no carro e durma um pouco para descansar. Fiquei encantada com este carinho de Pai.

No dia 24 de agosto de 1994, tivemos a grande oportunidade de ter uma entrevista em São Paulo com D. Javier. Notei seu carinho impressionante pelas famílias das pessoas da Obra: ele nos considera como a sua família. Chamava o meu filho como nós o chamamos em casa. Nesta ocasião, também motivou-nos a amar Nossa Senhora e a rezar pelas vocações do Opus Dei da Polônia e do mundo.

Desde 1996 nos correspondemos com D. Javier. Ele diz sempre que reza pela nossa família e a gente “sente” bastante as suas orações. Ele conversa com a gente em Espanhol. Coloco aqui algumas das frases bonitas que dele recebemos (são literais, apenas traduzidas):
“Rezo de todo coração pela querida familia Musial, para que sejais, cada dia mais, melhores filhos de Deus”.
“Continuai pedindo ao Senhor pelo trabalho (apostólico) de Dawid, pois deste modo rezais pelo trabalho apostólico da Obra na Polônia e no mundo inteiro.”
“Rezo por toda a familia Musial; agradecei muito a Deus os dons abundantíssimos que haveis recebido de sua divina misericordia”.

Sinto muita alegria com a vocação do meu filho. Não é sacrifício algum entregar o filho ao serviço de Deus, é uma honra e uma alegria. O pai e o irmão dele também estão felizes com esta graça que Deus nos deu. Mesmo estando tão longe, está muito presente, pois é muito atencioso com a família: conversa, manda fotos, cartões. Vive com esmero o 4º Mandamento, que São Josemaría, Fundador do Opus Dei, gostava de chamar “o Dulcíssimo Preceito”. Assim ama a sua família.

As nossas famílias são partes da família da Obra. Fiquei impressionada com a festa de quarenta anos que fizeram para meu filho. Pediram-nos coisas da sua infância, que colocaram no lugar que fazem as refeições. Também colocaram na casa paisagens do Brasil que conseguiram no Consulado Brasileiro na Polônia. Aqui, a família ficou emocionada e feliz. Mandaram-nos CDs com as tertúlias e um trabalho com datas e fotos dos principais acontecimentos da vida dele (nascimento, primeira comunhão, mestrado, doutorado) e as etapas do trabalho, relacionados com fatos importantes que aconteceram no mundo, ao mesmo tempo.

Estivemos na Polônia duas vezes, e meu filho também já veio ao Brasil. Na Polônia sentimos o carinho das famílias amigas do meu filho: mais de trinta famílias nos convidaram para visitá-los. Foi imenso o carinho que senti nos Centros da Obra; sempre o mesmo carinho e atenção, nem parece que se está fora do país. Nos entendíamos por gestos, sorrisos, traduções, sentindo-nos em casa, como na realidade estávamos.

Quando estivemos em Roma sentimos o mesmo que na Polônia. O que nos edificou muito em Santa Maria da Paz foram as criptas, o silêncio, a oração e o recolhimento. É muito linda a imagem de Santa Maria, Mãe do Amor Formoso, que São Josemaría beijava cada vez que passava diante dela, pedindo pela pureza de seus filhos. Todos que passam por ali também fazem o mesmo.

Também em Roma, na Basílica de Santo Eugênio, estivemos na Ordenação do Pe. Damian, primeiro sacerdote polonês do Opus Dei, ordenado pelo Prelado D. Javier em 22 de maio de 2004. ( Damian foi um dos primeiros que freqüentou os Círculos dados por meu filho no Centro de Szczecin ). Foi uma ordenação de Sacerdotes de vários países, dois deles do Brasil. A cerimônia foi emocionante! O Padre, como sempre, alegre! Notei muito carinho na preparação da Ordenação. Os brasileiros receberam folhetos em português para acompanharem a cerimônia. No dia seguinte, dia 23, participamos da primeira Missa na Cripta de D. Álvaro rezada pelo Pe. Damian. Assistiram à celebração sua família e convidados. No dia 24, fomos à tertúlia no auditório de Cavabianca, que teve D. Javier com as famílias dos sacerdotes e amigos. Notei seu grande amor a Nossa Senhora e às famílias dos seus filhos.

Nós ficamos encantados, com tudo que a Obra faz por nós e por todos. Sempre agradeço a Deus a vocação do meu filho. Deus foi muito generoso conosco! Por isso rezamos sempre por sua vocação e pelas intenções de toda a Obra, que consideramos nossa família.

Maria de Lourdes Brandalize Musial