In alegria de servir
Por A. Albert Gonçalves
Relato das visitas que um grupo de estudantes faz às crianças que se encontram internadas na Pediatria da Santa Casa de São Paulo. Os estudantes são aqueles que se sentem mais beneficiados com as visitas.

Passar alguns dias numa cama de hospital não é uma experiência agradável. E se o doente é uma criança, o sofrimento é ainda maior.

Pensando nisso, um grupo de universitários do Centro de Estudos Universitários do Sumaré – cuja orientação espiritual é confiada ao Opus Dei – decidiu levar um pouco de alento e alegria para a Pediatria da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Com o apoio e o entusiasmo da dra. Maria Tereza Gutierrez, começamos a visitar a criançada nos finais de semana e feriados.

Em geral, encontramos os garotos acabrunhados e entediados com a monotonia do hospital. É difícil trazer à tona um primeiro sorriso. Mas depois, tudo fica mais fácil. Entre uma brincadeira e outra, não se vê o tempo passar. Na maioria das vezes, levamos revistas em quadrinhos, lápis de cor e livros para colorir.

Conversar com os pais é um trabalho importante. Também eles ficam deprimidos naquele ambiente. Muitas vezes, permanecem dias ou semanas ao lado dos filhos. Agora, sabemos por experiência que não há nada melhor do que um bom bate-papo para aliviar o tédio e infundir esperança.

Nas datas especiais (dia das crianças ou Natal, por exemplo), o hospital se esforça para mandar todos os garotos para casa. Só fica na Pediatria quem realmente não tem condições para sair da cama. Como é evidente, essas crianças têm mais necessidade de atenção. Por isso, organizamos campanhas para arrecadar brinquedos na vizinhança e redobramos nossos esforços para aconchegá-los de carinho.

A maioria das crianças fica poucos dias internada. Mas algumas estão lá há meses ou anos. Lucas é um desses casos. É tetraplégico e passa todo tempo com o corpo ligado a aparelhos. Poucas crianças conquistaram tanto o nosso afeto. Apesar do seu sofrimento, está sempre sorrindo. Adora que lhe contem histórias. Sem dúvida, diverte-se com nossas visitas. Mas saímos sempre com a impressão de que nós somos os verdadeiros beneficiados.

Compreendemos bem as palavras de São Josemaria: “Criança – Doente. – Ao escrever estas palavras, não sentis a tentação de as pôr com maiúsculas? É que, para uma alma enamorada, as crianças e os doentes são Ele”. Além de ser uma excelente ocasião para todos nós aprendermos a ser mais solidários com os mais necessitados, essas visitas ao hospital são um momento privilegiado de encontro com Deus.

A. Albert Gonçalves

 

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