Acho o mundo muito bom

Por Dona Leopoldina
Agradecimento de Dona Leopoldina pela oportunidade de participar de um encontro com São Josemaria Escrivá aqui no Brasil. Sente-se muito feliz por ter uma filha da Obra.

As pessoas que têm olhos puros para ver e coração generoso para agradecer, são muito mais felizes do que as que nada percebem, porque padecem de torcicolo moral, aquele torcicolo da inveja, que consiste em ter sempre a cabeça virada de lado – doendo! – a olhar para a vida dos outros.

Em maio de 1974, durante a estadia de Mons. Josemaria Escrivá em São Paulo, chegou à casa onde se hospedava um grande buquê de rosas. Vinha acompanhado de uma carta de Dona Leopoldina, uma afável anciã de 84 anos, que acabava de participar de um encontro com São Josemaria. A carta dizia assim:

“Estou a ditar estas palavras porque não tenho condições de saúde para escrever pela minha própria mão, para lhe dizer que hoje foi um dia de grande alegria. Poder vê-lo e ouvi-lo pessoalmente, e além disso beijar-lhe a mão, foi um motivo de enorme felicidade e dou graças a Deus por isso.

Antes da sua vinda ao Brasil e ao longo desses dias tenho pedido muito a Deus que essa viagem produza os frutos que o Padre deseja.

Sou portuguesa de nascença, mas brasileira de coração; amo muito o Brasil e todos os meus filhos, netos e bisnetos são brasileiros. Tenho 84 anos e agradeço a Deus ter chegado até essa idade e tudo o mais que me concedeu.

Estou alegre com a vida, e muito feliz. Acho o mundo muito bom, creio muito em Deus e na Virgem Maria, e sei que nada somos sem Ela. Rezo muito pelo Opus Dei. Tenho-lhe muito carinho e vibro por ele. Todos os dias rezo particularmente pelo Padre. Entendo que a Obra é uma coisa muito boa e estou muito feliz de que a minha filha siga este caminho. Juntamente com estas flores, envio-lhe o meu agradecimento e peço-lhe uma Ave Maria; será muito valiosa”.

Dona Leopoldina

(Para elaboração desse relato, selecionamos os textos do livro “A inveja” de Francisco Faus, Ed. Quadrante, São Paulo.)