In Evangelho do dia

8 Eu vos digo: Todo aquele que se tiver declarado por Mim diante dos homens, também o Filho do homem Se há-de declarar por ele diante dos Anjos de Deus. 9Mas quem Me tiver negado diante dos homens será negado diante dos Anjos de Deus.

10 E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem perdoar-se-á; mas não se perdoará a quem tiver blasfemado contra o Espírito Santo.

11 Quando vos levarem às sinagogas, aos magistrados e às autoridades, não vos dê preocupação como ou com que haveis de defender-vos, ou o que haveis de dizer, 12pois o Espírito Santo vos ensinará nessa hora o que deveis dizer.

Comentário

8-9. Conclusão lógica do ensinamento anterior de Cristo: O pior que os males corporais, incluída a morte, são os males da alma — isto é, o pecado —. Aqueles que por medo aos sofrimentos temporais negam o Senhor e não são fiéis às exigências da fé cairão noutro mal muito pior: serão negados pelo próprio Cristo no dia do juízo. Pelo contrário, aqueles que sofram por fidelidade a Cristo penas nesta vida receberão o prêmio eterno de ser reconhecidos por Ele, e serão participantes da Sua glória.

  1. A blasfêmia contra o Espírito Santo consiste em atribuir maliciosamente ao demônio as acções sobrenaturais. O homem que adopta tal disposição impede que lhe chegue o perdão de Deus e, por isto, não pode ser perdoado (cfr Mt 12,31; Mc 3,28-30). Jesus compreende e desculpa a fraqueza do homem que erra, mas, pelo contrário, não tem essa atitude indulgente com aquele que fecha os olhos e o coração às obras admiráveis do Espírito; assim agiam os fariseus que acusavam Jesus de expulsar os demônios em nome de Beelzebu; assim actua o incrédulo que nega a manifestação da bondade divina na obra de Cristo; ao negá-la, rejeita o convite que Deus lhe faz e situa-se fora da Salvação (cfr Heb 6,4-6; 10,26-31). Veja-se a nota a Mc 3,28-30.

 

ada dia as orações da manhã e da noite e nos momentos mais oportunos!» (João Paulo II, Audiência com os jovens, 14-11-1979).

  1. O ensinamento de Jesus sobre a perseverança na oração une-se com a severa advertência de que é preciso manter-se fiéis na fé; fé e oração vão intimamente unidas: «Creiamos para orar — comenta Santo Agostinho —; e para que não dês faleça a fé com que oramos, oremos. A fé faz brotar a oração, e a oração, enquanto brota, alcança a firmeza da fé» (Sermo 115).

O Senhor anunciou a Sua assistência à Igreja para que possa cumprir indefectivelmente a sua missão até ao fim dos tempos (cfr Mt 28,20); a Igreja, portanto, não pode desviar-se da verdadeira fé. Porém, nem todos os homens perseverarão fiéis, mas alguns afastar-se-ão voluntariamente da fé. É o grande mistério que São Paulo chama de iniquidade e de apostasia (2Thes 2,3), e que o próprio Jesus Cristo anuncia noutros lugares (cfr Mt 24,12-13). Deste modo o Senhor previne-nos para que, ainda que à nossa volta haja quem desfaleça, nos mantenhamos vigilantes e perseverando na fé e na oração.

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